Nó nas reformas

Crédito: Adriano Vizoni

ALTO RISCO O tributarista Heleno Torres acha que a paralisação das reformas ameaça a economia (Crédito: Adriano Vizoni)

A Reforma Tributária, tão aguardada para reativar a economia e dar garantias jurídicas aos empresários que desejam continuar a investir no Brasil, não vai sair tão cedo e possivelmente não saia nem mesmo no ano que vem, graças, sobretudo, aos entes da Federação que só desejam aumentar suas receitas, sem abrir mão de nada. A previsão pouco otimista feita pelo jurista Heleno Torres, professor titular de Direito Tributário da USP, traz à tona uma constatação que muitos sabem ser realista, mas que ninguém tem coragem de sustentar publicamente. Em live na ISTOÉ na última terça-feira, 17, o advogado disse que o próprio governo não acreditava que a Reforma Tributária sairia este ano, já que não colocou no Orçamento para 2021 qualquer alteração em matéria de arrecadação.

Calote

O jurista diz que a falta das reformas e a previsão de que a dívida pública chegue a 100% do PIB poderão levar
à volta da inflação e ao aumento nas taxas de juros. “Nos primeiros meses de 2021 vencerão 15% dos títulos da dívida pública e isso deixa os investidores apreensivos. O Estado brasileiro dá calote constantemente no contribuinte.”

Guedes

Para Torres, o ministro Guedes tem grande parcela de responsabilidade na crise que se avizinha, pois não entrega o que promete. Ele lembra que o ministro não executou nem mesmo os processos de privatizações necessários para atrair novos investimentos. “O Brasil, que poderia chegar este ano à quinta maior economia, deve fechar como a 13ª.”

Abandonada na estrada

Hermes de Paula

A família Bolsonaro não teve piedade de Rogéria, mãe dos três filhos políticos do presidente. Ela não recebeu apoio dos filhos para se eleger vereadora do Rio. Fez 2.034 votos, ficando na 229ª posição. O filho Carlos, que em 2000 passou a perna nela para se eleger vereador pela primeira vez, contou com o arsenal de guerra do bolsonarismo carioca: elegeu-se com 71 mil votos, 35 mil a menos do que em 2016.

Retrato falado

“Será que as Forças Armadas estão se preparando para a guerra contra os Estados Unidos?” (Crédito:Waldemir Barreto)

Essa frase foi dita pelo senador Styvenson Valentim durante live concedida à ISTOÉ, quando ele comentava a hilária frase do presidente de que poderia usar pólvora contra os americanos caso acabasse a saliva. Durante a entrevista, vazou o barulho ensurdecedor de um jato sobrevoando sua casa em Natal. Styvenson criticava Bolsonaro, chamando-o de medíocre. O ruído das turbinas desconcentrou o senador, mas ele não perdeu o bom humor. Bolsonaro virou motivo de chacota.

Pobreza extrema

O Brasil de Bolsonaro e Guedes está cada vez mais pobre, conforme aponta a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad). Em dezembro de 2019, a pobreza extrema era de 10,3% da população, número que subiu para 14% em setembro deste ano. Ou seja, 29,6 milhões de brasileiros são miseráveis e ganham abaixo de uma renda per capita ao dia  de US$ 1,90 (R$ 10,6). Isso dá R$ 154 por mês. Com esse valor, uma família não consegue comprar nem uma cesta básica, sem falar no dinheiro para a conta de luz, água ou transporte. A taxa estava em torno de 10% a 11% desde 2017, o que corrobora a tese de que o governo tem sido incompetente na solução da crise social.

Socorro

A situação só não está pior por conta do auxílio emergencial que será pago até dezembro. A partir daí, será cada um por si e Deus por todos, pois o governo não tem dinheiro para bancar a expansão dos programas sociais. O País só sairá dessa encalacrada se o PIB voltar a crescer. A queda este ano será de 5%.

Pá de cal no PT

A reeleição de Orlando Morando (PSDB) a prefeito de São Bernardo do Campo foi uma verdadeira pá de cal no PT. Morando venceu Luiz Marinho, ex-ministro de Lula e ex-presidente do Sindicato dos Metalúrgicos do ABC, de forma arrasadora. O tucano derrotou o petista no primeiro turno, com 67% dos votos. Marinho seria o sucessor do ex-presidente.

Berço de Lula

Divulgação

O que mais empolgou o tucanato ligado a João Doria, grupo do qual Morando faz parte como uma das principais lideranças, é que a sua vitória ajuda a minar ainda mais a força do PT para 2022, tirando os petistas do caminho do governador paulista rumo ao Palácio do Planalto. Afinal, a cidade é berço da criação do partido e é onde Lula ainda mora.

A força do Novo

Divulgação

O Novo foi um dos partidos que mais cresceram proporcionalmente nas eleições: 29 vereadores foram eleitos
pela legenda, contra apenas quatro em 2016. Uma das vereadoras eleitas pelo partido foi Cris Monteiro, ativista social, que vai assumir uma das 55 cadeiras da Câmara Municipal de São Paulo.

Toma lá dá cá

Angelo Coronel, Senador (PSD-BA) (Crédito:Waldemir Barreto)

Por que o senhor vem defendendo a legalização dos cassinos no Brasil?
Esse projeto proporcionará a arrecadação de R$ 50 bilhões em impostos e incluirá milhões de brasileiros nos programas de assistência social do governo.

Como assim?
É que essa arrecadação extra de impostos possibilitará ao governo criar o Renda Cidadã. Para manter esse programa, o governo precisa de R$ 20 bilhões e não tem de onde tirar os recursos. O dinheiro dos cassinos poderia sustentar esse novo Bolsa Família.

Mas esse projeto é bem polêmico, não?
Nem tanto. Hoje, a Caixa já administra inúmeros jogos, como a Mega Sena. Os cassinos podem gerar até 700 mil novos empregos no setor do turismo. E é disso que o Brasil precisa.

Rápidas

* O Hospital Albert Einstein, referência no tratamento de pacientes com Covid-19, alerta: a doença vem retornando com força. A média de internações, que era de 50, subiu para 68 por dia. As pessoas deixaram de se cuidar, abandonando o uso de máscaras, por exemplo.

* O presidente do PSDB paulista, Marco Vinholi, destaca que o partido obteve nesta eleição o melhor resultado dos últimos doze anos no estado: conquistou 180 prefeituras, entre elas as 11 maiores cidades da Grande São Paulo.

* E a situação pode melhorar ainda mais, pois o partido disputa o segundo turno também em São Paulo, com Bruno Covas, e em outras seis cidades. No Brasil, o PSDB elegeu 529 prefeitos, ficando como o quarto maior partido.

* A disputa pela presidência da Câmara pode reproduzir o resultado da eleição municipal. O MDB, de Baleia Rossi, manteve a liderança como o maior partido, elegendo 774 prefeitos no Brasil. Já o PP, de Arthur Lira, fez 682.

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