Comportamento

No berço da pandemia, moradores de Wuhan abandonam a máscara

No berço da pandemia, moradores de Wuhan abandonam a máscara

Pessoas dançam em rua perto do rio Yangtse, em Wuhan (China), em 4 de agosto de 2020 - AFP

No coração da China, sua cidade foi a primeira do planeta a ser colocada em quarentena. Seis meses depois, os habitantes de Wuhan desfrutam um retorno à vida normal, a tal ponto que muitos deles não hesitam em deixar a máscara de lado.

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Jovens dançando em uma festa techno, barracas de comida lotadas e engarrafamentos em todos os lugares: a paisagem de Wuhan (centro) não tem mais nada a ver com a atmosfera de cidade fantasma experimentada desde 23 de janeiro.

A metrópole de 11 milhões de habitantes viveu um severo confinamento de 76 dias, finalmente suspenso no início de abril.

Mas com a doença quase extinta em toda a China, o movimento tomou conta das ruas.

Milhares de pessoas de Wuhan fazem fila todas as manhãs em frente a trailers que vendem café da manhã. Uma cena que contrasta com as multidões que se aglomeravam nos hospitais da cidade durante o inverno, atingidas pelo novo coronavírus.

Enquanto o uso da máscara é agora obrigatório em Berlim e Paris, em Wuhan, símbolo da pandemia, assim como os trajes completos e óculos de segurança, dão lugar a guarda-chuvas e óculos de sol.

Nos últimos dias, as temperaturas chegaram a 34 graus.

Os turistas voltaram e foram fotografados sorrindo em frente à Torre do Grou Amarelo, um dos monumentos de Wuhan, com seus artesanatos em vermelho e laranja.

– Mercado fechado –

 

Mas a volta à normalidade não é completa e a atividade econômica continua afetada.

“No primeiro semestre do ano, reativamos apenas alguns projetos que estavam planejados antes da epidemia”, explica à AFP Hu Zeyu, funcionário de uma agência imobiliária.

“O volume de negócios foi fortemente reduzido”, resume.

O mesmo aconteceu com Yang Liankang, dono de uma barraca de comida. A atividade está se recuperando lentamente, com as vendas diárias passando de cerca de 300 yuans (US$ 43) no mês passado para mais de 1.000 yuans (US$ 143) hoje.

“Mas não estão indo tão bem quanto eu imaginava”, ressalta.

Entre as primeiras pessoas contaminadas em Wuhan, muitas trabalhavam no mercado de produtos frescos, que foi fechado pelas autoridades no início de janeiro.

 

Abandonado atrás de altas barreiras azuis, não foi reaberto.

Alguns vendedores restabeleceram seus postos mais longe.

Após o desconfinamento, Wuhan tomou seu tempo para recordar e tentar superar o trauma.

No Museu da Revolução, uma exposição sobre a COVID-19 apresenta objetos representativos da luta contra a pandemia.

Os visitantes podem ver trajes de corpo inteiro com dedicatórias que foram usados por profissionais da saúde durante a crise.

Muitos em Wuhan agora dizem que querem aproveitar a vida cotidiana.

“Agora, aproveito cada dia como se fosse o último”, declara um local chamado Hu Fenglian.

“Não estou com vontade de me preocupar muito”.

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