A semana

Ninguém pode ser demitido por ser gay ou transsexual

Crédito: Tom Brenner

ALEGRIA Ativista gay comemora diante da Suprema Corte, em Washington: direitos assegurados pelo conservadorismo (Crédito: Tom Brenner )

VOTO DECISIVO “Hoje, temos de decidir se um empregador pode demitir alguém apenas porque é homossexual ou transgênero.
A resposta é clara: a lei proíbe” Neil Gorsuch, juiz da Suprema Corte (Crédito: Nicholas Kamm / AFP)

Há quem confunda os posicionamentos sociais e políticos conservadores com os preceitos adotados pela ideologia de direita. Nem a direita nem a esquerda, ambas com os dois pés no autoritarismo, garantem os direitos individuais. O conservadorismo, que defende intervenção mínima do Estado na vida dos cidadãos, tem como decorrência natural de seu ideário liberal a proteção das garantias fundamentais. Exemplo disso veio na semana passada da Suprema Corte dos EUA. Enquanto juízes de esquerda e de direita não assumiam claramente que nenhuma empresa pode demitir funcionários gays ou transsexuais, coube ao magistrado conservador Neil Gorsuch dar o voto decisivo. E, agora, assim ficou decidido: transgêneros e homossexuais estão protegidos pela mesma legislação que regulamenta as relações de qualquer trabalhador. Gorsuch tomou como base a Lei dos Direitos Civis, de 1964, que veda a discriminação em ambiente profissional. A Suprema Corte foi provocada ao julgamento a partir de casos concretos: dois gays e uma mulher transsexual foram demitidos devido às suas opções sexuais. Ela se chamava Aimee Stephens e era funcionária de uma agência funerária. Em 2013 anunciou que passaria a trabalhar trajando roupas de mulher e perdeu o emprego. Aimee morreu no mês passado, mas o processo seguiu em frente. Morta, ela deu vida a todos os LGBTs dos EUA. O presidente Donald Trump discorda radicalmente da decisão judicial. Detalhe: foi justamente ele, Trump, que em 2017 levou Gorsuch à mais alta Corte do país.

Pesos pesados

A decisão da Suprema Corte americana, tornando ilegal a demissão de funcionários trans e gays, tem o apoio de fortes empresas como, por exemplo, Walt Disney, Apple e General Motors

CIRCO
Quando a alegria é criativa — e corajosa

Marcos Nagelstein

O nome é estrangeiro mas o circo é nacional: Las Vegas. Mais especificamente, gaúcho. Diante da impossibilidade de se apresentarem pessoalmente, após três meses parados, os seus integrantes passaram a fazer na semana passada todos os shows no sistema drive-in. Como a plateia está dentro dos carros, também a forma de aplausos
é bastante original: buzina e farol piscando. E foi isso o que aconteceu a cada número exibido. “Dava dor no coração ver o picadeiro inativo e as contas não parando de chegar”, diz Guilherme Alex dos Santos, mágico e equilibrista. Um dos pontos altos do circo é quando Isabela Ortiz dos Santos, de 8 anos de idade (foto), entra em ação: ela é a “menina dos cabelos de aço” que flutua no ar.


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AMBIENTE
A absurda destruição da bacia do rio Xingu

Rui Faquini

De nada vale o fato de a Bacia do rio Xingu, em sua porção paraense, ter centenas de burocráticas normas que dizem garantir a sua incolumidade ambiental. Ela vem registrando o maior índice de desmatamento na chamada Amazônia Legal: entre janeiro e abril desse ano subiu em 20% a destruição da região quando comparada ao mesmo período do ano passado. Nessa área há vinte e oito terras que são reservas indígenas.

8.892 hectares foram desmatados nas áreas protegidas da Bacia do Xingu nos primeiros quatro meses de 2020

DIREITOS HUMANOS
Condenada jornalista que luta pela liberdade de imprensa

Rui Faquini

São sistemáticas nas Filipinas as manobras do presidente Rodrigo Duterte na tentativa de calar as vozes que se opõem ao seu governo. Na semana passada, a vítima foi a jornalista Maria Ressa (foto), conhecida em todo o mundo por sua luta a favor da liberdade de imprensa e eleita em 2018 como uma das “personalidades do ano” pela revista “Time”. Ela foi condenada em um julgamento sem direito à defesa. Vinha denunciando a participação do governo em tráfico de pessoas e drogas.

SAÚDE
Mais uma esperança de remédio para Covid-19

Divulgação

O anti-inflamatório corticoide dexametasona, antigo conhecido da medicina desde os anos 1960 e indicado no tratamento de enfermidades como artrite e asma, reduziu a morte de pacientes com grave quadro de Convid-19. O estudo clínico foi realizado pela Universidade de Oxford, no Reino Unido. A pesquisa se deu com seis mil pacientes em situação severa. Dois mil se salvaram, segundo os cientistas, pela atuação da dexametasona — seis miligramas da medicação uma vez ao dia, e por dez dias. (Importante: ninguém deve se automedicar com dexametasona ou qualquer outro remédio. Deve sempre procurar orientação médica).

 

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