Cerca de 100 militares americanos chegaram à Nigéria, enquanto Washington intensifica uma operação contra insurgentes islâmicos, disse um porta-voz da defesa nigeriana. O presidente dos EUA, Donald Trump, acusou a Nigéria de não proteger os cristãos dos militantes islâmicos no noroeste do país.
A Nigéria nega discriminar qualquer religião, afirmando que suas forças de segurança combatem grupos armados que atacam tanto cristãos quanto muçulmanos.
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Os EUA realizaram ataques contra militantes ligados ao Estado Islâmico em dezembro, e uma pequena equipe militar americana tem operado no terreno para reforçar as capacidades de inteligência da Nigéria.
Nos últimos dias, vários aviões transportando tropas e equipamentos americanos se dirigiram aos estados do norte da Nigéria, de acordo com dados de rastreamento de voos analisados pela Reuters.
O major-general Samaila Uba, porta-voz do Quartel-General da Defesa da Nigéria, disse que as tropas irão treinar e aconselhar as forças locais, mas não participarão em combates.
No início deste mês, as forças armadas da Nigéria disseram que esperavam mais cerca de 200 soldados americanos.
O porta-voz presidencial Sunday Dare disse que a Nigéria precisava de “apoio maciço do governo dos EUA” em termos de caças e munições, mas se recusou a fornecer números ou um prazo.
Os 240 milhões de habitantes da Nigéria estão divididos igualmente entre cristãos, principalmente no sul, e muçulmanos, principalmente no norte.
O país reconhece a existência de graves problemas de segurança, incluindo os causados por combatentes islâmicos, mas nega que os cristãos enfrentem perseguições generalizadas ou sistemáticas.