LONDRES, 1 JUN (ANSA) – O ex-líder do Partido pela Independência do Reino Unido (Ukip), Nigel Farage, é uma “pessoa de interesse” na investigação conduzida pelo FBI sobre as supostas ligações entre o governo russo e a administração de Donald Trump, informou o jornal “The Guardian” nesta quinta-feira (1).
O inquérito investiga uma possível interferência de agentes russos no resultado das eleições norte-americanas, ocorridas em novembro do ano passado, para beneficiar o republicano.
De acordo com a publicação, Farage – que não é investigado criminalmente – está na mira da polícia dos EUA por sua ligação com pessoas que tem relação com a campanha do magnata e com o fundado do Wikileaks, Julian Assange. Como “pessoa de interesse”, ele é considerado alguém que pode fornecer informações novas sobre o processo.
Foi o site fundado pelo australiano quem divulgou documentos que mostravam um suposto favorecimento do Democratas para Hillary Clinton em detrimento de seu oponente nas primárias, o senador de Vermont, Bernie Sanders. O caso prejudicou a campanha da ex-secretária de Estado e causou a demissão da chefe do comitê, Debbie Wasserman.
Em resposta, Farage postou uma série de mensagens no Twitter chamando a reportagem de “histeria”.
“Em resposta à matéria do ‘Guardian’, ela me tomou um longo tempo de leitura porque eu estou rindo muito sobre essa notícia falsa. Essa é uma tentativa histérica de me associar com o regime de [Vladimir] Putin pela elite liberal que não é capaz de aceitar o Brexit e Trump. Eu considero extremamente duvidoso que eu possa ser uma pessoa de interesse do FBI porque eu não tenho conexões com a Rússia”, escreveu o ex-líder do Ukip. (ANSA)