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Neymar admite privilégios na seleção e vê lesões afastá-lo de prêmio da Fifa

Crédito: Lucas Figueiredo/CBF

Neymar comemora 100 jogos pela seleção ao lado do ex-jogador Bebeto (Crédito: Lucas Figueiredo/CBF)

Na véspera de completar cem jogos com a camisa da seleção brasileira, Neymar recebeu uma homenagem da CBF, ganhando das mãos de Bebeto uma camisa alusiva à marca, além de ter concedido uma entrevista coletiva. O atacante reconheceu ter privilégios na equipe nacional, mas avaliou isso como natural diante da sua importância para o Brasil, citando que o mesmo ocorre com Messi no Barcelona.

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“Quando um atleta atinge um nível desses, é normal ter um tratamento diferente. No Barcelona, o Messi tem um tratamento diferente. É por que ele é mais bonito? Não. É por tudo que ele faz. Não digo só de mim, mas de todo mundo que mostra um futebol nesse nível. É normal no futebol, faz parte”, disse.

Visto como principal aposta do Brasil para devolver ao País o protagonismo no futebol, Neymar não vem conseguindo figurar nas listas de melhores do mundo nas últimas temporada – 2017 foi o último ano em que esteve entre os finalistas da premiação da Fifa, sendo o terceiro colocado. Mas culpou as lesões que sofreu nos últimos anos por suas dificuldades, além de ter avaliado que, mesmo assim, vem se saindo bem quando está em campo.

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“É óbvio que meu objetivo é sempre estar entre os melhores. Nesse últimos dois anos só não estive ali porque acabei me machucando, fiquei muito tempo fora. Isso atrapalha. Mas se você analisar e pegar os jogos, números, enfim, você vai ver que eu nunca deixei de jogar futebol. Infelizmente isso é uma coisa na vida de um atleta que pode acontecer e tem que ter cabeça para dar a volta por cima. Terminando a temporada completa, pode ter certeza que eu vou estar lá em cima”, disse.

Neymar movimentou o mercado na última janela de transferências, especialmente após afirmar que pretendia deixar o Paris Saint-Germain. O atacante, porém, permaneceu no clube francês e tem convivido com a insatisfação dos torcedores da equipe.

Ainda assim, vem conseguindo se destacar em campo, com quatro gols marcados em cinco jogos disputados pelo PSG – também fez um nas duas vezes em que entrou em campo pela seleção. E garante estar satisfeito com o seu atual momento.

“Estou feliz na seleção e no clube também. Todo mundo sabe do que aconteceu no mercado de verão (europeu) e da vontade que eu tinha de sair. Hoje me sinto feliz e à vontade no clube também. Não é só na seleção que estou feliz. A temporada começou muito boa para mim. Defenderei meu clube com unhas e dentes. Darei 100% para que conquistemos coisas grandes”, comentou.

Defendendo a seleção desde 2010, Neymar vai completar cem jogos pela equipe no amistoso desta quinta-feira, a partir das 9 horas (de Brasília), contra Senegal, em Cingapura. “O saldo fica muito positivo, mas, na vida de um atleta, nem sempre são só vitórias. São muitas decepções, derrotas, comete-se muitos erros. Mas se você for um cara que batalha no final de tudo você consegue redimir seus erros. Estou muito feliz por atingir essa marca”, afirmou.