As negociações entre Israel e Líbano, mediadas pelos Estados Unidos, foram concluídas nesta quinta-feira, 6 de agosto, em Roma, capital da Itália. O encontro de três dias foi considerado “produtivo” por Washington, indicando avanços significativos na busca por um entendimento na região.
- Negociações Israel Líbano foram concluídas em Roma, com os EUA classificando os avanços como “produtivos”.
- As partes aproximaram-se de um consenso sobre as próximas etapas para a retirada das forças israelenses do sul do Líbano.
- Apesar do progresso, os encontros foram interrompidos devido a uma nova escalada de ataques na região e exigências de Israel sobre o Hezbollah.
Um porta-voz do Departamento de Estado americano informou que Israel e Líbano estão mais próximos de um entendimento sobre as próximas etapas da “zona-piloto”. Este mecanismo está previsto em um acordo anterior firmado entre os três países, visando à estabilidade regional.
O processo diplomático contempla a retirada das forças militares israelenses de áreas estratégicas no sul do Líbano. Consequentemente, a responsabilidade pela segurança na região seria transferida para o Exército libanês, um passo crucial para a desescalada do conflito fronteiriço.
Qual o obstáculo para o acordo?
Apesar do clima aparentemente positivo nas discussões, os encontros foram abruptamente interrompidos após uma nova escalada de ataques na região fronteiriça. Israel justificou a interrupção ao reiterar que a retirada do sul do Líbano está condicionada ao desarmamento do Hezbollah, um grupo apoiado pelo Irã e considerado terrorista por Tel Aviv.
O governo israelense, liderado pelo premiê Benjamin Netanyahu, realizou novos ataques na área. As ações foram uma resposta direta à morte de dois soldados israelenses, cuja autoria foi atribuída ao movimento xiita.
Itália avalia sua participação
Paralelamente, fontes do Ministério das Relações Exteriores da Itália afirmaram que é “prematuro” discutir um possível envio de pessoal italiano para apoiar o acordo em questão. A participação de Roma será avaliada apenas após a definição de uma estrutura clara e aceita por todas as partes envolvidas no conflito.
O vice-premiê e chanceler da Itália, Antonio Tajani, acompanha de perto o processo. Ele manifestou apoio aos esforços diplomáticos conduzidos pelos Estados Unidos, ressaltando o interesse italiano na estabilidade do Oriente Médio.
Da IstoÉ com ANSA.