Negociações pelo Estreito de Ormuz registram “progressos”

Otimismo cresce após declarações de secretário de Estado dos EUA e previsão de acordo iminente entre Washington e Teerã

Negociações pelo Estreito de Ormuz registram "progressos"

As negociações para a reabertura do Estreito de Ormuz, bloqueado pelo Irã após ataques americanos, registraram “progressos”, conforme relatou nesta terça-feira (4) o secretário de Estado dos Estados Unidos, Marco Rubio. A declaração em Washington impulsionou o otimismo nos mercados globais.

O que aconteceu

  • O Estreito de Ormuz, uma das rotas mais importantes para o comércio internacional de petróleo, pode ser reaberto.
  • Autoridades americanas e do Catar indicam a iminência de um acordo para retomar a livre navegação.
  • Apesar do otimismo, o Irã exige um pedágio para navios mercantes e nega tratativas diretas com Washington.

O pronunciamento de Rubio, feito na sede do Departamento de Estado, chega em um dia de crescente expectativa por um possível entendimento entre Washington e Teerã. “Foram feitos progressos”, garantiu o secretário a jornalistas. “Ainda não chegamos a uma conclusão definitiva, mas esperamos que isso aconteça muito em breve”, acrescentou.

Mais cedo, o secretário do Tesouro dos EUA, Scott Bessent, havia afirmado que um acordo sobre o Estreito de Ormuz poderia ser selado “hoje ou amanhã”. A expectativa é compartilhada pelo Ministério das Relações Exteriores do Catar, país que atua como mediador das tratativas, que espera uma solução positiva “nos próximos dias”.

condições iranianas e o adiamento de ataques

No último domingo (2), o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou o adiamento de novos ataques massivos contra a República Islâmica. A decisão foi justificada pela possibilidade de um acordo envolvendo a passagem marítima crucial.

No dia seguinte, porém, o governo iraniano contradisse a narrativa de Washington, afirmando que não havia “negociações em andamento com os Estados Unidos”. O Irã reiterou que conversava apenas com Omã para discutir a gestão da rota marítima. Segundo Teerã, Ormuz “jamais voltará à situação pré-guerra”, indicando o desejo de estabelecer um pedágio para navios mercantes que trafegam pelo estreito.

Qual o impacto das negociações no preço do petróleo?

Ainda assim, as notícias sobre um possível acordo geraram um impacto imediato no mercado de energia. Os preços do petróleo registraram queda acentuada nesta terça-feira, com o WTI e o Brent caindo cerca de 4%, para menos de US$ 80 o barril, refletindo o otimismo pela potencial normalização do fluxo de carga na região.

Da IstoÉ com ANSA.