Nesta terça-feira (29), duas pessoas morreram e outras seis, incluindo três crianças, estão desaparecidas após o naufrágio de um bote inflável que transportava migrantes no sul do Mediterrâneo. A informação foi divulgada pela ONG Sea Watch, cuja embarcação Aurora resgatou cinco sobreviventes e recuperou os corpos das vítimas. Um total de 28 pessoas foram salvas na operação.
Inicialmente, a Sea Watch havia reportado que cerca de 20 pessoas estavam desaparecidas, mas a organização corrigiu o número para seis, após conversar com os sobreviventes. Entre os desaparecidos estão três crianças, o que agrava a tragédia.
A embarcação Aurora, da Sea Watch, encontrou o bote inflável quase vazio. Além dos cinco sobreviventes retirados diretamente do mar, os socorristas recuperaram os corpos de duas vítimas, sendo uma delas, segundo testemunhas, uma criança.
Detalhes da operação de resgate
Além dos sobreviventes encontrados no bote, cerca de 23 pessoas conseguiram se agarrar à plataforma de petróleo Hasdrubal para evitar o afogamento. Elas foram posteriormente transferidas para a embarcação Aurora. Entre os resgatados da plataforma, estão cinco mulheres, uma criança pequena e um recém-nascido.
A presença do bote em situação de perigo havia sido alertada pela organização Alarm Phone, que atua recebendo chamadas de emergência de migrantes em perigo no mar. O incidente ocorreu em uma área próxima à fronteira entre as zonas de busca e salvamento (SAR) da Líbia e da Tunísia, região conhecida pelas travessias arriscadas.
Após a ação inicial, o Aurora recebeu autorização das autoridades tunisianas para se aproximar da plataforma Hasdrubal e realizar a transferência dos náufragos. Atualmente, o navio segue com um total de 28 pessoas resgatadas e os dois corpos a bordo.
Qual o destino dos sobreviventes?
A Sea Watch informou que a embarcação Aurora está a caminho da ilha de Lampedusa, localizada no sul da Itália. A expectativa é que os sobreviventes sejam desembarcados em segurança na ilha, que é um dos principais pontos de chegada de migrantes na Europa.
Da IstoÉ com ANSA
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