Filha de brasileiros de 20 anos era copilota de jato que caiu na Flórida

Nathalia Gadelha Filgueiras começou a pilotar ainda na adolescência e estava entre as nove vítimas do acidente com um Learjet 60 nos Estados Unidos

Filha de brasileiros Nathalia Gadelha de 20 anos era copilota de jato que caiu na Flórida
Foto: Filha de brasileiros Nathalia Gadelha de 20 anos era copilota de jato que caiu na Flórida

A jovem Nathalia Gadelha Filgueiras, de 20 anos, filha de brasileiros, foi identificada como uma das vítimas da queda de um jato particular na Flórida, nos Estados Unidos. Ela atuava como copilota da aeronave que caiu no domingo (1º), em uma área residencial do condado de Palm Beach, provocando a morte das nove pessoas que estavam a bordo.

A identidade da jovem foi confirmada por familiares nesta segunda-feira (2). Nathalia havia iniciado sua trajetória na aviação ainda na adolescência e conquistado a licença de piloto particular aos 17 anos, antes mesmo de obter a carteira de motorista.

O acidente ocorreu quando um Learjet 60, que havia decolado de Austin, no Texas, com destino às Bahamas, perdeu altitude e atingiu uma região próxima à cidade de Greenacres.

A queda provocou uma explosão, espalhou destroços e mobilizou equipes de emergência. As causas da tragédia ainda estão sendo investigadas pelas autoridades americanas.

Quem era Nathalia Gadelha Filgueiras

Nathalia cresceu no condado de Palm Beach, na Flórida, e demonstrou interesse pela aviação desde muito jovem.

Em 2023, quando estudava na West Boca Raton High School, ganhou destaque na imprensa americana ao conquistar sua licença de piloto particular aos 17 anos.

Na época, a jovem participou de uma reportagem de televisão sobre sua formação aeronáutica e contou que havia aprendido a pilotar antes de receber autorização para dirigir um automóvel.

Sua preparação ocorreu com apoio de um programa educacional de aviação, que oferecia treinamento teórico e acesso a equipamentos de simulação de voo.

O interesse pela profissão se transformou em carreira. Segundo relatos de familiares, Nathalia já acumulava aproximadamente 1.300 horas de voo e trabalhava na aviação executiva.

Apesar da pouca idade, havia conquistado espaço em um setor que exige treinamento técnico, certificações e experiência operacional.

A notícia de sua morte provocou comoção entre familiares, amigos e pessoas que acompanhavam sua trajetória profissional.

Família confirma morte da jovem

A confirmação de que Nathalia estava no Learjet 60 foi divulgada por familiares após o acidente.

A mãe da jovem, Camila Corteleti, relatou à imprensa americana que a filha integrava a tripulação da aeronave.

A família também destacou sua dedicação à aviação e o entusiasmo com que buscava realizar o sonho de trabalhar como piloto.

Nathalia vivia nos Estados Unidos e tinha ligação familiar com o Brasil.

Embora algumas publicações a identifiquem como brasileira, as informações disponíveis até o momento não permitem confirmar seu local de nascimento.

A identificação feita pela família ocorreu antes da divulgação oficial de uma lista completa das vítimas pelas autoridades responsáveis pela investigação.

Jato caiu durante viagem para as Bahamas

O Learjet 60 havia partido de Austin, no Texas, e seguia para o Aeroporto de North Eleuthera, nas Bahamas.

Por volta das 12h50 de domingo, no horário local, a aeronave caiu em uma região residencial do condado de Palm Beach, no sul da Flórida.

O impacto foi seguido por uma forte explosão, que abriu uma cratera no asfalto e espalhou destroços pela área atingida.

Equipes de bombeiros e resgate foram acionadas para controlar as chamas, isolar o local e verificar possíveis riscos aos moradores.

Segundo as autoridades, todas as nove pessoas que estavam no avião morreram. Não houve registro de vítimas fatais em solo.

O acidente também provocou danos à infraestrutura local e exigiu a retirada preventiva de moradores das proximidades.

Tripulação relatou problemas antes da queda

Registros das comunicações entre a tripulação e o controle de tráfego aéreo indicam que o avião enfrentou dificuldades pouco antes do acidente.

Durante o voo, foram relatadas condições meteorológicas adversas, incluindo turbulência e formação de gelo.

A tripulação também comunicou uma situação de emergência quando a aeronave começou a perder altitude rapidamente.

Os registros sugerem que os pilotos tentaram lidar com a situação até os instantes finais do voo.

Apesar dessas informações, ainda não é possível determinar se as condições meteorológicas provocaram diretamente o acidente.

A investigação deverá analisar diferentes fatores, incluindo o desempenho da aeronave, seus sistemas, as condições do tempo e os procedimentos adotados durante o voo.

Investigação busca esclarecer o acidente

O Conselho Nacional de Segurança nos Transportes dos Estados Unidos (NTSB) e a Administração Federal de Aviação (FAA) investigam as circunstâncias da queda.

Os investigadores deverão examinar os destroços, os registros disponíveis e os dados relacionados à trajetória da aeronave.

Também serão analisadas as condições meteorológicas enfrentadas pelo Learjet 60 e eventuais problemas técnicos que possam ter contribuído para a perda de altitude.

Até o momento, nenhuma causa definitiva foi anunciada.

A identificação das vítimas e o esclarecimento das circunstâncias do acidente continuam entre as prioridades das autoridades.

Tragédia já havia sido noticiada pela IstoÉ

A IstoÉ publicou anteriormente uma reportagem sobre a queda do Learjet 60, detalhando a explosão, os danos provocados na região de Palm Beach e os primeiros elementos da investigação.

Na ocasião, as identidades dos ocupantes ainda não haviam sido divulgadas oficialmente.

A confirmação da morte de Nathalia Gadelha Filgueiras acrescenta um novo desdobramento ao caso e revela a trajetória de uma jovem que havia iniciado sua carreira na aviação poucos anos antes da tragédia.

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Da IstoÉ