Esportes

Natália Falavigna inspira revelações do tae kwon do e quer legado como gestora

O tae kwon do nacional vive o seu melhor momento neste ano. No Mundial da modalidade, em Manchester, na Inglaterra, a delegação conquistou cinco pódios, com duas medalhas de prata e três de bronze. Pouco mais de dois meses depois, o grupo subiu sete vezes ao pódio no Pan de Lima, no Peru, com dois ouros, duas pratas e três bronzes, superando a melhor participação até então, no Rio de Janeiro, em 2007.

Por trás desse sucesso está Natália Falavigna, ex-atleta e que agora é coordenadora técnica da Confederação Brasileira de Tae kwon do (CBTKD). Mas a gestora divide os méritos dos bons resultados. “É muita gente trabalhando. Seria muito egoísmo meu tomar os méritos sozinha. Esse trabalho tem de ser feito a várias mãos, acho que tenho uma boa comunicação com os treinadores, que têm contato com os técnicos pessoais, e essa corrente continua”.

Ela disputou três edições dos Jogos Olímpicos e conquistou a medalha de bronze em Pequim-2008, na China. Como atleta, gostaria de ter deixado um legado para as futuras gerações, mas por causa de problemas na confederação isso acabou não ocorrendo. Agora, espera deixar um legado atuando como gestora na entidade.

“Enquanto atleta, eu reivindiquei, falei e briguei. Quando terminei minha carreira, foi me dado o convite e seria muita covardia fugir do desafio. Estar na linha de frente realmente não é fácil. Mas eu queria proporcionar para eles tudo aquilo que faltou para mim. Agora eu entendo o contexto da minha época, mas minha contribuição agora é deixar o melhor e fazer que os resultados sejam superados”, disse.

Ela começou sua missão na CBTKD em 2017 em um momento turbulento. O então presidente Carlos Fernandes estava afastado e depois acabou sendo condenado por fraude. Atualmente, a entidade está sob presidência de Alberto Cavalcanti Maciel Júnior e é Natália Falavigna quem coordena a parte técnica, recebendo salários do Comitê Olímpico do Brasil (COB).

“A gente não pode apagar o passado, mas a confederação se propôs, em 2017, a ser diferente e a construir o seu futuro. E eu acho que nesses dois anos mostramos que é possível fazer. A gente tinha duas opções: sentar e chorar diante das dificuldades, reclamar, ou mostrar que é possível fazer mesmo diante das adversidades. A gente está conseguindo fazer com muita gente, da confederação, do COB e dos patrocinadores”, contou.

A gestora considera, inclusive, que o bom momento da modalidade no Brasil possa atrair novos investimentos. “Quando começa a mostrar um trabalho que reflete nos atletas e no resultado esportivo, tenho certeza de que as empresas vão olhar o tae kwon do de outra forma. Toda ajuda é bem-vinda para que reflita no atleta e nessas medalhas de todas as cores que eles conseguiram no Pan”, disse.

A comparação com o judô, modalidade brasileira de lutas mais vencedora no momento, é inevitável. Natália esteve aprendendo com os dirigentes da CBJ e de outras entidades. Acha que esse pode ser um bom caminho para o tae kwon do crescer ainda mais e continuar dando bons resultados internacionais.

“A gente tem de aprender com todo mundo, o que dá certo, o que não fazer. Pude fazer alguns cursos de capacitação e tem muita gente com ideias bacanas. Às vezes é um projeto, ou o modo que estrutura uma viagem, a troca de conhecimento, isso engrandeceu muito na minha profissão, que era colocar essas ideias que fossem melhor para o tae kwon do no papel. Eu usei muita referência de outros lugares”, afirmou.

Outro motivo de orgulho é possibilitar a igualdade de gênero na confederação. “O tae kwon do em geral já vem fazendo isso. A federação internacional promove isso, as premiações são iguais, número de atletas e o número de árbitros na Olimpíada é igual, na confederação também trabalhamos dessa forma. Tudo que é feito no masculino, fazemos no feminino também. Trabalhamos os dois gêneros de modo igual e é muito legal ver que as mulheres têm condições, os resultados estão aí e devem ser superados”.

Como atleta, Natália Falavigna teve um currículo invejável e agora está tentando ajudar do outro lado. Sabe que o caminho é longo, mas festeja cada conquista como um passo para fortalecer a modalidade. “Fico feliz em saber que estou podendo ser escada para os sonhos dos atletas, como eu sonhei e queria na minha época que tivesse isso”, explicou.

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