Não precisamos de nova Constituição; mas de políticos que prestem

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Dentre setenta países do mundo, o Brasil é o sexto que mais gasta com servidores públicos ativos e inativos. Simplesmente 13% de tudo o que é produzido por aqui, por você e por mim, é consumido com salários, aposentadorias, mordomias e benefícios indecorosos dos, como é mesmo?, “parasitas” (conforme definição do ministro Paulo Guedes).

Dentre cento e oitenta países pesquisados, o Brasil está próximo ao ⅓ dos mais corruptos. Aparecemos empatados com Albânia, Argélia, Costa do Marfim, Egito, Macedônia do Norte e Mongólia. Na América do Sul, apenas Bolívia, Paraguai e Venezuela são mais picaretas que nós. Somos a Disneylândia do crime e da impunidade.

No quesito Educação, melhor sorte não nos assiste. Dentre setenta e seis nações, ocupamos a vexatória 60ª posição. Violência urbana? Pois não. Matamos mais de sessenta mil brasucas por ano. Mortes no trânsito? Outros sessenta mil mortos. Mortes por falta de atendimento hospitalar? Vixe! Não dá pra saber. Não há dados oficiais.

Nosso brilhante Congresso Nacional é simplesmente o segundo mais caro do mundo. Cada parlamentar, como o “genial” deputado Ricardo Barros (PP-PR), líder do governo na Câmara que quer uma nova Constituição Federal, custa ao povo mais de US$ 7 milhões por ano, seis vezes mais que um colega seu francês, por exemplo.

E o que dizer do nosso judiciário? Há cerca de dezesseis mil juízes em atividade no País. Cada um recebe, em média, R$ 46 mil. Quase 1.5% do nosso PIB segue direto para o custeio de um dos piores, mais lentos e corruptos sistemas de Justiça do planeta. Isso significa oito vezes o gasto chileno, meu caro deputado.

O problema do Brasil não é a nossa Constituição. Não são os direitos e deveres descritos nela, como quer o líder bolsonarista. Mas, sim, o uso que a classe política e os governantes fizeram, fazem e provavelmente ainda farão, por décadas e mais décadas, dela. Isso se o dinheiro não terminar antes, é claro.

A nossa Constituição proíbe, por exemplo, as rachadinhas. Ou depósitos inexplicáveis, com cheques de milicianos. Ou a soltura de traficantes internacionais. A nossa Constituição também limita salários do Poder Público. Agora, se isso não é respeitado ou solenemente deturpado pela Suprema Corte, a culpa não é da pobre Carta.

Se “o bom do Brasil é o brasileiro”, ouso dizer que o mau do Brasil é… o brasileiro! Somos nós que nos elegemos e nos representamos. Somos nós que escrevemos, interpretamos e aplicamos – ou deixamos de aplicar – as leis. Por isso não precisamos de um novo “livrinho”. Precisamos, isto sim, de vergonha na cara. Talquei, deputado?

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