Não podemos respirar

O músico negro Elivaldo Rosa foi morto dentro de seu veículo com oitenta tiros disparados por soldados do exército, no Rio de Janeiro. O jovem negro Pedro Gonzaga foi asfixiado e morto por seguranças do hipermercado Extra, no Bairro da Tijuca, no Rio de Janeiro. O jovem negro, João Pedro, de 14 anos, foi morto e teve sua casa cravejada por 70 tiros efetuados por policiais civis e federais, em São Gonçalo/RJ. Um jovem negro de 17 anos foi despido, amarrado, amordaçado e chicoteado por seguranças do supermercado Ricoy, na periferia da zona sul de São Paulo.

No dia 13 junho, no bairro do Jaçanã/SP, um jovem negro foi rendido, agredido e espancando com socos, pontapés e cassetetes por PMs, e os parentes e amigos que foram em sua defesa, da mesma forma foram agredidos pelos policiais. No dia 14 deste mês, um PM de São Bernardo do Campo/SP, foi preso preventivamente, suspeito de haver sequestrado e assassinado com dois tiros na cabeça, o jovem negro Guilherme de 15 anos. Nenhuma dessas cruéis e brutais agressões foi suficiente para produzir qualquer tipo de indignação ou comoção social que levasse as pessoas às ruas, ou mesmo, que estimulasse um pedido protocolar de desculpas aos familiares e amigos das vítimas
e à própria sociedade, por parte dos diversos agressores.

No Brasil, os George Floyds são mortos e violentados aos borbotões pela segurança pública e privada em qualquer hora e lugar. As estatísticas do IBGE e do IPEA são um importante farol para iluminar a irracionalidade da indignidade seletiva que nunca contemplou as vidas negras. De 2012 a 2017, 255 mil negros foram assassinados; e, em 2019, dos mais de 60.000 assassinatos, 75,5 das vítimas foram negros, jovens na sua maioria.

Na prática real e objetiva da republica brasileira, alguns cidadãos passaram a valer mais que os demais, e os mais diversos grupos de interesses dos “homens brancos e de olhos azuis” que operam seus desejos e privilégios, através da estrutura do Estado, transformaram o racismo, o preconceito e a discriminação racial contra negros em arma política de garantia do alcance, manutenção e proteção da maioria dos benefícios e oportunidades sociais. Um verdadeiro Apartheid racial estratégico e preordenado que mantém negros e brancos separados e desiguais, e que usa a violência e a força bruta para manter seu status quo.

Sem desmontar esse maquinismo silencioso, dissimulado, perverso e criminoso, estaremos incapacitados de realizar o inexorável salto civilizatório, e continuaremos todos, com um joelho no pescoço, sufocados, asfixiados
e impedidos de livremente respirar.


+ Rapper implanta diamante de R$ 128 milhões no rosto
+ PR: Jovem desaparecida é encontrada morta; namorado confessa crime
+ Galo bota ovos e surpreende moradores de Santa Catarina

No Brasil, há George Floyds que são violentados e mortos aos borbotões

Veja também

+ Aprenda a preparar o delicioso espaguete a carbonara
+ Vídeo: o passo a passo de como fazer ovo de Páscoa
+ Cientistas desvendam mistério das crateras gigantes da Sibéria
+ Sexo: saiba qual é a melhor posição de acordo com o seu signo
+ 5 benefícios do jejum intermitente além de emagrecer
+ Como fazer seu cabelo crescer mais rápido
+ Vem aí um novo megaiceberg da Antártida
+ Truque para espremer limões vira mania nas redes sociais
+ Estudo revela o método mais saudável para cozinhar arroz
+ Cinema, sexo e a cidade
+ Arrotar muito pode ser algum problema de saúde?
+ Os 4 signos mais psicopatas do zodíaco
+ Cataratas do Niágara congelam e as imagens são incríveis
+ Tubarão é capturado no MA com restos de jovens desaparecidos no estômago
+ Editora estreia com o romance La Cucina, uma aventura gastronômia e erótica


Mais posts

Ver mais

Copyright © 2021 - Editora Três
Todos os direitos reservados.

Nota de esclarecimento A Três Comércio de Publicaçõs Ltda. (EDITORA TRÊS) vem informar aos seus consumidores que não realiza cobranças por telefone e que também não oferece cancelamento do contrato de assinatura de revistas mediante o pagamento de qualquer valor. Tampouco autoriza terceiros a fazê-lo. A Editora Três é vítima e não se responsabiliza por tais mensagens e cobranças, informando aos seus clientes que todas as medidas cabíveis foram tomadas, inclusive criminais, para apuração das responsabilidades.