Brasil

‘Não houve ditadura’, diz Bolsonaro sobre golpe de 1964

SÃO PAULO, 27 MAR (ANSA) – O presidente Jair Bolsonaro disse nesta quarta-feira (27) que “não houve” ditadura militar no Brasil.   

A declaração foi dada em entrevista a José Luiz Datena, a quatro dias do aniversário de 55 anos do golpe de 1964, que será oficialmente comemorado pela primeira vez desde o restabelecimento da democracia.   

“Temos de conhecer a verdade. Regime nenhum é uma maravilha.   

Onde você viu uma ditadura entregar o governo de forma pacífica? Então não houve ditadura”, disse Bolsonaro, acrescentando que o regime militar teve apenas “alguns probleminhas”.   

O presidente determinou que unidades militares façam comemorações no aniversário do golpe, embora tramitem na Justiça ações para proibir os festejos. Um dos pedidos, protocolado por familiares de vítimas da ditadura, está nas mãos do ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF).   


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A ação alega que a ordem de Bolsonaro viola o “direito à memória” das pessoas que sofreram tortura ou foram assassinadas pelos militares. O negacionismo do governo também chegou ao ministro das Relações Exteriores Ernesto Araújo, que disse nesta quarta que o golpe foi um “movimento necessário” para evitar uma “ditadura”.   

“Eu não considero um golpe. Considero que foi um movimento necessário para que o Brasil não se tornasse uma ditadura. Não tenho a menor dúvida disso. Essa é minha leitura da história”, declarou o chanceler, durante audiência no Congresso.   

Em seus dois anos e sete meses de trabalho, a Comissão Nacional da Verdade (CNV) contabilizou pelo menos 434 mortos ou desaparecidos durante a ditadura, período também marcado pelas restrições às liberdades individuais, de imprensa e de organização política.   

Já há diversas manifestações programadas para o próximo domingo (31) para protestar contra a defesa do golpe militar pelo governo. Um ato já ocorreu nesta quarta, na Universidade Presbiteriana Mackenzie, em São Paulo, e levou Bolsonaro a cancelar uma visita que faria à instituição.   

O protesto se chamava “Sou mackenzista e não comemoro o golpe de 1964”. (ANSA)

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