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Não existe estupro culposo: famosas se revoltam com sentença no caso de Mariana Ferrer

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Clube se posicionam no caso Mariana Ferrer (Crédito: Reprodução)


Nesta terça-feira (03) foi inaugurado publicamente o termo “estupro culposo” no Brasil. A condição, que não faz parte do Código Penal, foi usada para defender o empresário André de Camargo Aranha, acusado de estuprar a influencer Mariana Ferrer. Segundo o The Intercept, André foi inocentado em setembro, mesmo com provas de que violentou a jovem.

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O advogado de André, Claudio Gastão da Rosa Filho, disse que o empresário não tinha como saber que a vítima não estava em condições de consentir com o ato sexual e, por isso, o caso foi considerado como “estupro culposo”, em que não há intenção de estuprar. Já que tal denominação não existe, André foi absolvido, pois não poderia ser condenado por um crime que, em tese, também não existe.

Diversas mulheres e famosas se revoltaram com a sentença, como Bruna Marquezine, IZA, MC Rebecca, Deborah Secco, entre outras. “Não teve a intenção de estuprá-la’. Ahn? Isso existe? Quantas ? Quantas vezes? Quantas vezes mais? Quantos outros medos? Quantas outras agressões? Quantos outros estupros ‘sem querer’? Quanto tempo nós temos? Talvez nenhum. Não dá pra esse medo continuar. Quantas escondem o estupro ou a agressão or medo de expor e ninguém acreditar?”, disse Rafa Kalimann.

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“Mariana Ferrer, eu admiro sua coragem de uma forma que você nem imagina”, disse Anitta. “Vocês acham possível estuprar sem querer? Estupro culposo é o ato de estuprar alguém sem intenção de estuprar ou de julgar alguém sem a intenção de condenar?”, escreveu Bruna Linzmeyer. “Estupro culposo não existe. Não da pra entrar num tribunal como vítima e sair como culpada. Mariana Ferrer, estou com você. Homens de bem, essa luta também é de vocês”, expressou Fernanda Lima.

Além dos holofotes em cima de Mariana e da absolvição de André, a vítima ainda foi humilhada pelo advogado do empresário, que alegou que ela “vivia disso” [da visibilidade que ganhou com o caso], e que ele não queria “ter uma filha como ela”.