WASHINGTON, 10 JAN (ANSA) – “Eu não estou brava com você.” Essas foram as últimas palavras de Renée Good, poeta americana mãe de três filhos e assassinada a tiros por um agente do Serviço de Imigração dos Estados Unidos (ICE) em Minneapolis, na última quarta-feira (7), crime que desencadeou uma onda de protestos no país.
A gravação foi feita pela câmera do celular do autor dos disparos, Jonathan Ross, e divulgada pela Casa Branca na última sexta (9), em meio à terceira noite de protestos por conta da morte de Good.
No vídeo, a americana diz para o oficial, com um sorriso no rosto: “Está tudo bem, cara, eu não estou brava com você”. Em seguida, os agentes pedem para Good descer do carro, mas ela engata a marcha à ré, depois avança para ir embora e é alvejada à queima-roupa por Ross.
Ainda é possível ouvir o agente dizer “Vadia maldita” no fim da gravação. Para a Casa Branca, que chegou a definir a mulher como “terrorista doméstica”, Ross agiu em “legítima defesa”. Ela estava desarmada.
Good é a quarta pessoa morta pelo ICE desde que o presidente dos EUA, Donald Trump, lançou sua deriva anti-imigrantes após retornar à Casa Branca. Ela participava de uma ação pacífica para alertar estrangeiros em situação irregular sobre uma batida da agência em um bairro de Minneapolis, cidade para a qual havia se mudado recentemente. (ANSA).