Não, Bolsonaro, você não é o vírus. Você é a própria doença

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Jair Bolsonaro (Crédito: AFP)


Pronto! O verdugo do Planalto e parte da população que reza sua cartilha homicida, e aí eu incluo os ignorantes e irresponsáveis, passando pelos negacionistas e bolsonaristas (coisas bem semelhantes), conseguiram o que tanto queriam e o que tanto trabalharam, dia e noite, para finalmente atingir.

O Brasil caminha a passos firmes e ligeiros para os 300 mil mortos por Covid-19, numa razão diária de quase 2 mil óbitos. Somos, hoje, em números absolutos, o maior necrotério mundial de vítimas do novo coronavírus. Ultrapassamos a Índia e os Estados Unidos, e assumimos a triste liderança macabra.

Se Jair Bolsonaro e os seus não são os únicos responsáveis – e não são -, tampouco se pode isentá-los da culpa de boa parte dessa tragédia. Afinal, diuturnamente, o devoto da cloroquina promove e incentiva aglomerações, e prega contra o distanciamento social e as máscaras, no que é prontamente atendido.

Além disso, o amigão do Queiroz, após demitir da Saúde dois ministros técnicos, encontrou o bibelô perfeito para sabotar o combate à doença; divulgar e distribuir seu tratamento precoce fictício; e retardar ao máximo a aquisição, produção e distribuição de vacinas em massa, sem falar em seringas e agulhas.

Mais uma vez – para não variar – o pai do senador das rachadinhas atacou a imprensa. Disse que “ela espalha o pânico”. Para o bilontra, noticiar o número de casos e de mortes, informar a população sobre o perigo do vírus e como se precaver, é um desserviço: “para a imprensa, o vírus sou eu”, declarou o pulha.


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Eu não sou a imprensa, Bolsonaro, mas sou parte dela. Particularmente, não te considero um vírus; eu te considero uma doença! Das mais perigosas e fatais. Você encarna, como poucos, a doença da ignorância, da desinformação, da mentira, da omissão, do cinismo e de um real desprezo pela saúde alheia.

Você representa o obscurantismo e a completa falta de empatia pela vida humana. Nada que represente a ciência, a solidariedade e o amor ao próximo pode ser imputado a você. Há uma nítida pulsão de morte em seus pensamentos, gestos, falas e atitudes. Portanto, assuma esta sua vocação e esqueça a imprensa.

Não são jornalistas que espalham vírus. Não são jornalistas que não providenciam leitos ou oxigênio para doentes. Não são jornalistas que não compram vacinas e promovem arruaças. Não transfira a trabalhadores comuns o que trabalhadores privilegiados, como você, deixam de fazer, mesmo ganhando fortunas.

Você e sua turma são muito bons em rachadinhas, em micheques, em milícias, em mansões etc. Mas são péssimos na gestão e no bom trato com a coisa pública. Aliás, são um desastre. Em relação à Covid, então, a realidade mostra o que vocês são. Na boa, você deveria mudar o seu nome: Jair ‘Cemitério’ Bolsonaro seria mais adequado.

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Sobre o autor

Ricardo Kertzman é blogueiro, colunista e contestador por natureza. Reza a lenda que, ao nascer, antes mesmo de chorar, reclamou do hospital, brigou com o obstetra e discutiu com a mãe. Seu temperamento impulsivo só não é maior que seu imenso bom coração.


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