LIVIGNO, 29 JAN (ANSA) – Mais de 3,5 mil atletas de 93 países participarão, entre 6 e 22 de fevereiro, das Olimpíadas de Inverno de Milão e Cortina D’Ampezzo, na Itália.
Além da concorrida capital da Lombardia, principal centro financeiro do país e reconhecida mundialmente pela moda e pelo design de luxo, os Jogos se distribuirão por uma série de localidades do montanhoso extremo-norte italiano, uma região que tenta aproveitar o megaevento esportivo para alavancar o turismo.
Confira abaixo um roteiro pelas sedes das Olimpíadas, passando por três regiões do “Belpaese”.
Lombardia – A requintada Milão, com sua catedral gótica, museus de nível mundial e grifes de alta-costura, receberá a cerimônia de abertura no lendário Estádio San Siro e as provas em locais fechados, como hóquei no gelo e patinação, porém o coração da neve bate nas montanhas.
Livigno, a 1.816 metros de altitude, será a vila olímpica mais alta do mundo e palco das competições de esqui estilo livre e do snowboard, algumas das mais radicais do programa olímpico.
Os atletas se enfrentarão no Livigno Snow Park e no Livigno Aerials & Moguls Park, estruturas que, após os Jogos, ficarão abertas a todos os visitantes deste lugar conhecido como “pequeno Tibete lombardo”, um dos destinos de montanha mais concorridos da Itália.
Além da paisagem montanhosa de tirar o fôlego, Livigno é uma zona franca, o que atrai visitantes em busca de compras. Quando a neve derrete, o vilarejo também se torna destino para amantes de ciclismo, trekking e outras atividades ao ar livre, sobretudo no Parque Nacional Stelvio, o quarto maior da Itália.
Outro destaque é o “Sentiero d’Arte”, ou “Trilha da Arte”, percurso de um quilômetro de extensão em meio a pinheiros milenares e esculturas de madeira.
Já Bormio, a 40 quilômetros de Livigno, terá provas de esqui alpino e esqui de montanha e manterá a maioria de suas pistas abertas durante as Olimpíadas. As atividades de inverno ainda incluem passeios com trenós puxados por cães no Husky Village, excursões de “fat bike” (bicicletas com pneus mais largos) e caminhadas com raquetes de neve.
Ao fim do dia, é possível relaxar nas históricas águas termais dos Bagni di Bormio, uma tradição que remonta aos tempos romanos. O vilarejo também conta com um centro histórico com ruas de pedra e edifícios medievais, como a Torre della Bajona, datada do século 14.
Vêneto – A histórica Arena de Verona, anfiteatro romano mais bem preservado do mundo, terá a honra de sediar a cerimônia de encerramento das Olimpíadas, em 22 de fevereiro. A cidade, com um centro histórico repleto de construções em tons pastel, ganhou o imaginário popular como cenário da maior história de amor da literatura, “Romeu e Julieta”, de William Shakespeare.
Uma de suas atrações mais conhecidas é a Casa de Julieta, museu dedicado à história dos dois jovens apaixonados e que conta com uma concorrida estátua da protagonista. Outro destaque de Verona é a Ponte de Castelvecchio, construção de tijolos à vista anexa ao Museu de Castelvecchio, situado em um antigo forte militar do século 14.
Mas é em Cortina d’Ampezzo, a “Pérola das Dolomitas”, que a neve brilha. À sombra das imponentes Tofane, grupo montanhoso que domina o panorama do vilarejo, as estrelas do esqui alpino feminino buscarão seu lugar no pódio, bem como os atletas de bobsled, skeleton, luge e curling.
Encontrar hospedagem durante os Jogos Olímpicos será um desafio, mas a experiência de descer as lendárias pistas que vão do Monte Faloria ao Cristallo vale qualquer esforço. A área de Faloria-Cristallo, aliás, passou por uma grande renovação, e o teleférico em funcionamento até 3 de maio garante a temporada de esqui mais longa da região.
Cortina também é o ponto de partida ideal para explorar as Dolomitas, região marcada por passagens de montanha de tirar o fôlego, trilhas no sopé de montes, como as Tre Cime di Lavaredo, e lagos de águas cristalinas encravados entre picos nevados.
Um deles é o Lago di Misurina, onde o cenário de um hotel ladeado pelas montanhas virou meta desejada por amantes da fotografia. A região também abriga o famoso Lago di Braies, tido como o mais bonito das Dolomitas e concorridíssimo entre turistas.
Trentino-Alto Ádige – A última etapa da jornada olímpica nos Alpes é no Trentino-Alto Ádige, em Rasun-Anterselva (biatlo), Predazzo (combinado nórdico e salto de esqui) e Tesero (combinado nórdico e esqui cross-country).
Praticantes de esportes de inverno encontram nesses vilarejos dezenas de quilômetros de pistas, incluindo algumas das mais longas da região. Iniciantes podem praticar esqui cross-country, modalidade criada na Escandinávia e na qual os atletas percorrem grandes distâncias em terrenos planos ou ondulados, na pista de Campiol, que oferece um percurso sinuoso ao longo de vales suaves.
Para os fãs de biatlo, o palco é Anterselva, no Val Pusteria, um cenário tradicional da modalidade, que combina esqui cross-country e tiro esportivo. Lá, é possível fazer um périplo ao redor do lago congelado ou explorar os 121 km de pistas de Plan de Corones. (ANSA).