Que não há fórmula mágica ou manual de instruções para lidar com essa maldita pandemia do novo coronavírus, todos estão cansados de saber. Porém, já passados quase seis meses, é possível dizer que muitas coisas foram aprendidas, dentre elas que não se reabre as cidades quando o contágio está em alta e o número de mortes permanece estabilizado em patamares elevados.
Donald Trump assiste à sua reeleição subir num imenso e incerto telhado. Sua conduta nesta pandemia nunca foi a de um líder, mas a de um arruaceiro negacionista e irresponsável. Os Estados Unidos “lideram” o quadro de contaminados e de mortos pela Covid-19. Pior. Alguns Estados estão fora de controle, como Texas, Flórida e Califórnia, três dos maiores do País.
Em Israel, Benjamin Netanyahu não colhe melhores frutos. Ao contrário: passa por uma crise gigantesca. Além de enfrentar um julgamento público, por corrupção, pressionado pelo desemprego decidiu reabrir cedo demais o Estado judeu, e agora assiste a uma escalada alarmante no número de doentes.
Por aqui, há mais de 40 dias, “estabilizamos” no inaceitável patamar de mais de mil mortes diárias. Ao que parece, atingimos não a um pico da doença, mas a um imenso e mortal platô. Enquanto isso, cidades reabrem e continuamos sem um ministro da Saúde. Sobra cloroquina e falta anestésico para os intubados.
Nunca é demais lembrar que Trump e Bibi são “ídolos” de Jair Bolsonaro. Talvez ambos desejassem ter o mesmo tipo de eleitor que o colega brasileiro. Certamente, suas vidas estariam bem mais fáceis.