Myanmar solta jornalistas da Reuters detidos há 511 dias

YANGON, 7 MAI (ANSA) – Os dois jornalistas da agência de notícias Reuters que estavam detido há 511 dias em Myanmar foram soltos nesta terça-feira (7), confirmaram as autoridades locais.   

Wa Lone, de 33 anos, e Kyaw Soe Oo, de 29 anos, tinham sido condenados a sete anos de prisão por revelarem documentos e segredos de Estado durante uma reportagem sobre o massacre da minoria muçulmana rohingya. Eles sempre negaram as acusações e alegaram que foram vítimas de uma armadilha. De acordo com os jornalistas, esses documentos foram entregues para eles justamente para incriminá-los.   

Presos desde 2017, os dois jornalistas partilharam com os seus colegas da Reuters, no início de abril, o Prêmio Pulitzer de reportagem internacional, uma das maiores distinções do jornalismo.   

A dupla foi libertada nesta manhã depois do presidente de Myanmar (antiga Birmânia), Win Myint, ter concedido perdão a 6.520 presos.   

“Estamos contentes que Wa Lone e Kyaw Soe Oo, dois jornalistas da Reuters em Myanmar, tenham recebido a graça. Agora estão livres e podem se reunir com suas famílias, além de retomar seus trabalhos fundamentais”, afirmou, em uma nota, o serviço de ação externa da União Europeia (Eeas).   

“A UE continuará defendendo a liberdade e a pluralidade dos veículos de mídia, pilastras fundamentais da democracia em todo o mundo, e continuará colaborando com as autoridades de Myanmar para apoiar a democracia no país”, destacou o comunicado. (ANSA)