Musical ‘Cinderella’ retorna aos palcos

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O musical  ‘Cinderella’ voltou para  São Paulo na última quinta-feira (2) no Teatro Liberdade, após temporadas de sucesso no Rio de Janeiro e São Paulo em 2016, além de uma grande turnê nacional. A nova montagem do espetáculo, com direção de Charles Möeller e Claudio Botelho, retorna em grande estilo em 2021, celebrando os 70 anos da princesa mais querida de todos os tempos, com Fabi Bang (Cinderella), André Loddi (Príncipe Topher) e grande elenco.

O musical estreou na Broadway em 2013, com as imortais canções de Richard Rodgers e Oscar Hammerstein, e novo texto de Douglas Carter Beane, recebendo nove indicações ao Tony Awards, além de vencer três Dramas Desk.  O musical é baseado na versão do conto de fadas ‘Cinderella’, particularmente na versão francesa Cendrillon ou La Petite Pantoufle de Verre, de Charles Perrault. Esse clássico ganhou uma versão musical para a TV, em 1957, já com as canções de Richard Rodgers e Oscar Hammerstein, estrelado por Julie Andrews.  Este é o único musical da dupla escrito especialmente para a televisão e ganhou duas novas versões, em 1965 e 1997.

Com direção da dupla Charles Möeller e Claudio Botelho, a versão brasileira de ‘Cinderella’ estreou no Brasil em 2016, sendo vista por mais de 200 mil pessoas, passando por Rio, São Paulo (em duas temporadas) e várias capitais brasileiras. O espetáculo colecionou prêmios, como o Reverência (Melhor espetáculo voto popular, cenário e iluminação), Bibi Ferreira (Melhor cenário) e Botequim Cultural (Melhor figurino).

– Aceitamos o convite porque é um musical maravilhoso! Além de criarem ‘Cinderella’, Richard Rodgers e Oscar Hammerstein são autores de espetáculos que determinaram os pilares dos musicais da Broadway nos anos 40, como ‘Oklahoma’ e ‘ Carousel’. Muitos não sabem, mas foram Rodgers e Hammerstein que estabeleceram o padrão de qualidade desta forma de se fazer teatro – contextualiza Charles Möeller.

A versão brasileira é repleta de momentos especiais, mas a cena que impacta a plateia é o momento no qual a Fada Madrinha deixa a princesa pronta para o baile com, literalmente, um passe de mágica. Tudo graças a efeito holográfico em 3D, usado pela primeira vez em cena no Brasil. Os efeitos visuais tomam conta da peça em outros momentos, como quando a Fada Madrinha voa e também quando monstros invadem e incendeiam a plateia.