Música e memória: evento em SP debate as trajetórias de Bethânia, Gil e Edy Star

Encontro propõe reflexão sobre o elo entre música, tecnologia e política; participam os pesquisadores Paulo Henrique de Moura, Gabriel Marotti e Ricardo Santhiago

Trecho da capa do livro sobre Maria Bethânia
Capa do livro 'Maria Bethânia: primeiros anos – da cena cultural baiana ao teatro musical brasileiro', do jornalista Paulo Henrique de Moura Foto: Reprodução

A cidade de São Paulo recebe no sábado, 24 de janeiro, um encontro dedicado à preservação da memória cultural e ao debate sobre a música popular brasileira. O evento reúne três autores que lançam obras fundamentais sobre artistas baianos que moldaram a estética nacional: Maria Bethânia, Gilberto Gil e Edy Star. O debate, seguido de sessão de autógrafos, ocorre na Made in Quebrada / Casa da Mia, no centro da capital, com entrada gratuita.

  • Obras analisam desde os primeiros passos de Bethânia até a cultura queer de Edy Star;

  • Evento propõe reflexão sobre o elo entre música, tecnologia e política;

  • Participação dos pesquisadores Paulo Henrique de Moura, Gabriel Marotti e Ricardo Santhiago;

  • Abordagens acadêmicas e biográficas oferecem novos olhares sobre a MPB.

Perspectivas sobre o palco e a técnica

As obras apresentadas no encontro investigam a força simbólica dos personagens sob diferentes ângulos. No livro Maria Bethânia: primeiros anos – da cena cultural baiana ao teatro musical brasileiro (Editora Letra e Voz), o jornalista Paulo Henrique de Moura analisa a formação da intérprete no Teatro Vila Velha e sua estreia histórica no show Opinião, em 1965. A pesquisa detalha como Bethânia construiu uma linguagem única por meio da fusão entre música e gesto teatral.

Já o músico e pesquisador Gabriel Marotti apresenta Banda Larga Cordel: cultura e tecnologias na obra de Gilberto Gil (Editora Letra e Voz). O trabalho investiga como o pensamento crítico e os avanços tecnológicos atravessam a produção de Gil desde a década de 1960, posicionando a canção como um espaço de reflexão sobre a modernidade e a política brasileira.

Dissidência e liberdade criativa

A biografia Eu só fiz viver: a história oral desavergonhada de Edy Star (Editora Popessuara), escrita pelo historiador Ricardo Santhiago, reconstrói a trajetória de um dos pioneiros da cultura queer no Brasil. O livro, baseado em extensos depoimentos, revela os bastidores e os enfrentamentos de Edy Star como performer e ator, destacando sua radical liberdade criativa em tempos de censura e deslocamentos sociais.

O encontro vai além do lançamento editorial, propondo um diálogo interdisciplinar sobre a criação artística no Brasil. Os autores, todos com sólida formação acadêmica em instituições como a USP e a Unifesp, trazem para o debate público o rigor da pesquisa científica aliado à sensibilidade da narrativa biográfica, essencial para a compreensão da identidade cultural do País.

Serviço:

Bate-papo e Lançamento de Livros

  • Autores: Paulo Henrique de Moura, Gabriel Marotti e Ricardo Santhiago.

  • Data: Sábado, 24 de janeiro de 2026.

  • Horário: 16h.

  • Local: Made in Quebrada / Casa da Mia.

  • Endereço: Rua 7 de Abril, 154, loja 21 – Galeria Nova Barão, São Paulo (Próximo ao Metrô Anhangabaú ou República).

  • Entrada: Gratuita.