O Museu A CASA do Objeto Brasileiro promove a exposição “Trama Canoê”,
uma vitrine contemporânea do artesanal ancestral amazonense, com curadoria
assinada pela manauense Rozana Trilha, diretora-presidente da Associação
Zagaia Amazônia. Em parceria com o CRAB Sebrae, Centro Sebrae de
Referência do Artesanato Brasileiro e Sebrae do Amazonas, a exposição foi
inspirada em dois ícones importantes da cultura amazonense: a trama indígena
e a canoa. A mostra valoriza as expressões artísticas do Amazonas, enaltece a
produção manual do homem da floresta, os saberes e fazeres artesanais,
tradicionais e contemporâneos, das comunidades criativas indígenas e
ribeirinhas.

O Museu A CASA do Objeto Brasileiro promove a exposição “Trama Canoê”,
uma vitrine contemporânea do artesanal ancestral amazonense, de 27 de maio
a 10 de setembro, na sede da instituição localizada na Rua Pedroso de Moraes
1216, em Pinheiros, São Paulo.

Em parceria com o CRAB Sebrae, Centro Sebrae de Referência do Artesanato
Brasileiro e Sebrae do Amazonas, a exposição estreia em São Paulo após
temporada inaugural no Rio de Janeiro. Ao valorizar as expressões culturais
do Amazonas, a mostra “Trama Canôe” enaltece a produção manual do
homem da floresta, os saberes e fazeres artesanais, tradicionais e
contemporâneos, das comunidades criativas indígenas e ribeirinhas, parte da
estratégia de promoção da área de Artesanato do Sebrae AM.

Com curadoria assinada pela manauense Rozana Trilha, diretora-presidente
da Associação Zagaia Amazônia, a “Trama Canoê” foi inspirada em dois ícones
importantes da cultura amazonense: a trama e a canoa. A primeira dá origem
a objetos indispensáveis no cotidiano do homem da floresta, como cestos,
redes de pesca, tapetes, balaios, vasos – todos trançados, formando infinitos
desenhos, com as matérias-primas da floresta. Por sua vez, a canoa, é o
principal veículo nos caminhos das águas formadas pelo encontro dos rios
Negro e Solimões, nas proximidades de Manaus. Feita com apenas um tronco
de árvore escavado, ela serve não só como meio de transporte de caboclos e
povos indígenas para a busca de alimentos e comercialização dos produtos,
mas também como meio de comunicação e de trabalho, por meio da caça e
da pesca.

Idealizada para retratar aspectos importantes da cultura amazonense, a
seleção reúne peças concebidas por artesãos da Associação das Mulheres
Indígenas do Alto Rio Negro (AMARN); da comunidade Indígena Nova
Esperança; e dos municípios de Barcelos, São Gabriel da Cachoeira, Benjamin
Constant, Maués, Rio Preto da Eva, Novo Airão e Careiro Castanho. “Chegar
ao Museu A Casa, vindo de longe, me dá a sensação de acolhimento. Sinto
que nossa viagem não foi interrompida e que a nossa cultura foi expandida.

Chegaremos com os ‘guardiões da floresta’, em nossa canoa, com nossas
tramas e nossa cultura ancestral. O Museu A Casa nos oferece novas
perspectivas e uma nova vitrine para o artesanato amazônico. É extremamente
importante ter acesso a um espaço que esteja no centro de um ecossistema
que pensa, reflete e fomenta a produção artesanal”, diz Rozana.
Para Ana Letícia Fialho, diretora executiva do A CASA, receber “Trama Canoê”
no museu é mais um desdobramento das parcerias feitas com instituições que
compartilham o propósito de valorizar saberes e fazeres artesanais, neste caso
o CRAB e o Sebrae-AM. “Sabemos também da importância de nos engajarmos
na preservação e na valorização da região amazônica, não só por sua
biodiversidade, mas pela dimensão sociocultural expressa na produção
artesanal de diferentes comunidades ribeirinhas e indígenas apresentadas na
exposição.”

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A iniciativa do Museu A CASA do Objeto Brasileiro tem como objetivo
difundir novas perspectivas sobre a vida do homem da Amazônia e da floresta,
e se posiciona no centro de um ecossistema que valoriza o saber e o fazer
artesanal. A exposição faz parte de uma programação mais ampla, criada pela
economista Renata Mellão em 1997, que visa valorizar a produção artesanal.
Ao contribuir com a troca de experiências e saberes do fazer à mão, a mostra
fortalece a política curatorial do Museu, que valoriza as expressões culturais
que trazem impactos socioambientais relevantes e que respeitam os ciclos
naturais, privilegiando a reutilização de materiais próprios de cada território.

MUSEU A CASA DO OBJETO BRASILEIRO
AV. PEDROSO DE MORAIS 1216


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