Milhares de pessoas participaram de dois atos em Varsóvia, neste domingo (16), para denunciar as polêmicas reformas do sistema judiciário, orquestradas pelos conservadores no poder.
Segundo a Polícia, cerca de 4.500 pessoas atenderam à convocação do Comitê de Defesa da Democracia (KOD). De acordo com a prefeitura, bastião da oposição, foram 10 mil.
Grzegorz Schetyna e Ryszard Petru, dirigentes da Plataforma Cívica (PO, centro) e do Nowoczesna (liberal) – os dois principais partidos da oposição -, fizeram virulentos discursos, comprometendo-se a colaborar estreitamente para se opor à política do Direito e Justiça (PiS), sigla conservadora liderada por Jaroslaw Kaczynski.
Esta semana, as duas câmaras do Parlamento polonês aprovaram duas leis que, segundo a oposição, vão na direção de um controle do sistema judiciário por parte da maioria conservadora, em detrimento da separação de poderes.
Uma delas trata do status do Conselho Nacional da Magistratura e estipula que o Parlamento, onde o PiS tem maioria, elegerá seus membros. A outra modifica o regime dos tribunais de Direito comum, cujos presidentes passarão a ser nomeados pelo ministro da Justiça.
À noite, a associação de juízes Iustitia fez seu próprio ato diante do Tribunal Supremo, durante a qual os manifestantes criaram uma “corrente de luz” com suas velas. A polícia não divulgou estimativa de público. Segundo a prefeitura, havia pelo menos 17 mil pessoas. Muitas haviam participado da concentração na frente do Parlamento.
Outras cidades, como Cracóvia, Szcezecin e Wrclaw, registraram protestos semelhantes.