Comportamento

Mulheres sauditas poderão se alistar nas forças armadas

Mulheres sauditas poderão se alistar nas forças armadas

As mulheres sauditas foram autorizadas pela primeira vez a se alistar nas forças armadas do reino ultraconservador, que iniciou um vasto programa de reformas econômicas e sociais - AFP/Arquivos

As mulheres sauditas foram autorizadas pela primeira vez a se alistar nas forças armadas do reino ultraconservador, que iniciou um vasto programa de reformas econômicas e sociais, informou o Ministério das Relações Exteriores nesta quarta-feira (9).

O governo da Arábia Saudita tem multiplicado recentemente suas decisões sobre mulheres neste país que aplica uma versão rigorosa do Islã, enquanto organizações de direitos humanos o acusam de reprimir ativistas feministas.

“É um novo passo em direção à emancipação”, escreveu no Twitter o Ministério das Relações Exteriores, acrescentando que as mulheres só poderão exercer as funções de soldado de primeira classe, cabo e sargento.

Riad já havia autorizado no ano passado o ingresso de mulheres nas forças de segurança.

Por iniciativa do príncipe herdeiro Mohamed bin Salman, várias reformas começaram a conceder direitos às mulheres nos últimos anos, como a possibilidade de obter uma carteira de motorista ou viajar para o exterior sem o consentimento prévio de um “tutor” (pai, marido, irmão, filho ou outro parente masculino).

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Durante o mesmo período, foi desencadeada uma onda de repressão contra ativistas de direitos humanos. Alguns deles continuam detidos, como a defensora dos direitos das mulheres Lujain al Hathlul.

Após a queda, nos últimos cinco anos, do preço do petróleo no mercado internacional, a Arábia Saudita, o maior exportador mundial do produto, tenta melhorar sua imagem no exterior para atrair investidores e turistas e, assim, diversificar sua economia muito dependente dos combustíveis fósseis.

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