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Mulher que morreu após procedimento para aumentar o bumbum estava com Covid-19, diz certidão

Crédito: Reprodução/TV Anhanguera

O atestado de óbito da doméstica Ronilza Johnson, de 45 anos, aponta a Covid-19 como uma das causas da morte dela. A mulher morreu no sábado (1º) após passar por um procedimento para aumentar o bumbum, em Anápolis (GO).

Em nota ao G1, o Hospital de Urgências de Anápolis (Huana), onde Ronilza ficou internada, informou que a paciente “apresentou queda de saturação e a tomografia sugestiva para Covid-19” no dia 20 de abril, quando foi imediatamente encaminhada para a ala de isolamento do Hospital.

“Mesmo existindo um risco de contaminação intra-hospitalar, não é possível precisar o vetor de contaminação, visto que deve ser observado o período de incubação da doença, bem como, os acompanhantes e contactantes no decorrer da internação”, diz a nota da unidade de saúde.

Além da Covid-19, constam como causas da morte da vítima: choque séptico, que é quando uma infecção se alastra pelo corpo rapidamente e afeta vários órgãos; fasciíite necrosante, uma infecção que atinge camadas internas e externas da pele, deixando o tecido com aspecto necrosado; e intervenções de razões estéticas.

Relembre o caso

Ronilza  estava internada no Hospital Municipal desde 27 de março. Segundo a investigação, o biomédico responsável pela intervenção se apresentou para Ronilza como médico e contou com a ajuda de um estudante de medicina para fazer as intervenções no bumbum, rosto e outras partes do corpo da vítima.


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Cynthia Alves Costa, delegada responsável pela investigação, afirmou que os suspeitos podem responder por lesão corporal seguida de morte, além de exercício ilegal da medicina e falsidade ideológica.

De acordo com Cynthia, o biomédico Lucas Santana utilizou polimetilmetacrilato para fazer o preenchimento. O uso do produto, conhecido como PMMA, não é indicado pela Sociedade Brasileira de Dermatologia para este procedimento.

Conforme apurado pelo G1, o uso do polimetilmetacrilato causou infecções graves no corpo da mulher, que depois necrosaram e viraram feridas. Depois de passar mal e precisar procurar atendimento médico, Ronilza denunciou os suspeitos.

“O procedimento foi feito de forma ilegal, o que já foi verificado. Ela passou mal uma semana depois e vizinhos chamaram uma ambulância”, disse a delegada.

Na última sexta-feira (30), as autoridades cumpriram mandados de busca e apreensão nas casas dos suspeitos e na clínica onde atuam. A polícia ainda esteve em endereços domiciliares. Na casa do estudante que auxiliou Lucas no processo, foram apreendidos inúmeros medicamentos, inclusive de procedência estrangeira, de uso veterinário e receitas médicas em branco.

Já a clínica onde Lucas atuava foi fechada pela Vigilância Sanitária por falta de alvará de funcionamento. No local, a polícia apreendeu cadernos com anotações e tubos utilizados para coleta e armazenamento de sangue.

Segundo o Conselho Regional de Biomedicina, o biomédico realizou um procedimento não autorizado pelo Conselho Federal de Biomedicina e, por isso, será aberto contra ele um processo ético, sem prejuízo da análise de processo criminal pelas autoridades policiais.

Nota do Huana na íntegra

“Paciente Ronilza Jonhson deu entrada na unidade no dia 27/03/2021, com relato de procedimento estético nos glúteos. Passou pelo pronto-socorro, centro cirúrgico, enfermaria e UTI. No dia 20/04 apresentou queda de saturação e a tomografia sugestiva para COVID-19, testando positivo após realização de exame, sendo encaminhada para ala de isolamento COVID.

Mesmo existindo um risco de contaminação intra-hospitalar, não é possível precisar o vetor de contaminação, visto que deve ser observado o período de incubação da doença, bem como, os acompanhantes e contactantes no decorrer da internação.

Em decorrência da gravidade do quadro ocasionado pelo procedimento estético, e considerando a investigação policial em andamento, após confirmação do óbito, a paciente foi encaminhada ao IML para verificação da causa.

Reitera-se que o Hospital Estadual de Urgências de Anápolis Dr. Henrique Santillo (Huana), além de referência para urgência e emergência de toda a macrorregião centro-norte, também é unidade de referência para atendimento de COVID-19 e segue todos os protocolos de segurança preconizados pelas autoridades sanitárias.”

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