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Mulher de vice de Covas muda versão e diz que não se lembra de denúncia por violência doméstica

Crédito: Reprodução/Redes Sociais

Em entrevista ao Estadão nesta quinta-feira (26), Regina Carnovale, mulher do vereador Ricardo Nunes (MDB), candidato a vice de Bruno Covas (PSDB), mudou sua versão sobre a denúncia de violência doméstica, ameaça e injúria, e disse que não se lembra de ter feito um boletim de ocorrência policial contra o marido em 2011.

“Não sei se apagou da minha memória porque eu estava muito nervosa”, disse Regina, ao lado do marido, na casa do casal, na zona sul de São Paulo. “Não me recordo de ter ido até a delegacia fazer um B.O. contra ele. Se eu tivesse ido, eu iria lembrar do delegado, quem me atendeu, enfim”.

Questionados pela reportagem sobre um segundo boletim de ocorrência, dessa vez realizado por ele contra a esposa, Nunes confirmou que fez o B.O.

“Sim. Naquele período, há dez anos, a gente teve um desentendimento. Minha esposa é italiana (risos). Aqui em casa quem manda é ela. Mas não houve nenhum tipo de agressão da minha contra a Regina. Teve um momento que a gente estava um pouco alterado e teve aquele outro B.O. que eu fiz. O importante é que isso tudo foi superado. Nunca houve essa agressão”, diz Nunes.

O candidato a vice na chapa de Bruno Covas diz que, na época, “teve uma vez que a Regina foi na empresa e estava nervosa. Ela ficou exaltada e aí eu acabei fazendo o boletim. O Boletim de Ocorrência é uma ação unilateral. Não quer dizer que aquilo seja verdadeiro”, explica.


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Em outubro, Regina enviou à Folha, que foi quem revelou a queixa dela contra Nunes, uma carta comentando a respeito do boletim de ocorrência de 2011. “Sobre o boletim, eu estava em um momento difícil, muito sensível e acabei dizendo coisas que não são reais, tanto é que estamos juntos há mais de 20 anos, sendo que esse boletim foi feito em 2011, 9 anos atrás. Amo meu marido e vivemos com nossos filhos em perfeita harmonia”, disse.

O B.O. foi registrado em fevereiro de 2011, na 6ª Delegacia da Mulher, em Santo Amaro. O documento registra que Regina disse aos policiais que havia tido uma união estável com o vice de Covas por 12 anos, mas que haviam se separado há sete meses “devido ao ciúmes excessivo” de Ricardo Nunes.

“Relata Regina que Ricardo, inconformado com a separação, não lhe dá paz, vem efetuando ligações proferindo ameaças, envia mensagens ameaçadoras todos os dias e vai em sua casa onde faz escândalos e a ofende com palavrões. Afirma a vítima que, diante da conduta de Ricardo, está com medo dele”, diz o boletim de ocorrência.

Na mesma reportagem em que revela o conteúdo do B.O., a Folha teve acesso a registros de publicações nas contas de Regina nas redes sociais feitas há cerca de cinco anos em que, com postagens em seu nome, ela relata brigas por pensão alimentícia, chama o vice de Covas de bandido e diz que possui provas de que sofreu agressões.

“Como um político pode ser bom para o povo se ele não consegue ser bom nem pra ex-mulher e filha no qual viveu por 17 anos e exatamente isso um lobo fingindo ser um cordeiro”, diz uma das publicações.

Na mesma carta enviada ao jornal em que ela desmente a si própria sobre o conteúdo do boletim de ocorrência, mas não a sua realização formal, Regina diz que não fez essas publicações nas redes sociais e que seu Facebook teria sido hackeado. “Maldosamente fizeram as publicações na tentativa de prejudicar meu marido”, diz na carta.

O jornal ainda diz que, em outra publicação nas redes sociais, Regina Relata que teria recebido voz de prisão de Ricardo Nunes porque teria ido cobrar a pensão de sua filha.

“Acabei de receber voz de prisão do vereador Ricardo Nunes tudo porque fui cobrar a pensão da minha filha que tive com ele que é de direito dela (…) um Bandido que não ajuda a própria filha enquanto banca tudo quanto é festa e finge ser um homem bom, esse é o político que está no poder, nem a própria filha ajuda”, dizia a publicação.

Em um comentário, o perfil de Regina responde a uma pessoa que pede para ela ter cuidado. “Amiga tenho provas de que ele sempre me bateu e sempre foi um crápula”.

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