Mulher acusada de ser agente russa se declara culpada nos EUA

Mulher acusada de ser agente russa se declara culpada nos EUA

Uma cidadã russa que construiu uma poderosa rede de contatos republicanos através do lobby de armas nos Estados Unidos e que chegou ao círculo próximo de Donald Trump admitiu nesta quinta-feira (13) que agiu ilegalmente como agente estrangeira.

Maria Butina, a primeira russa a ser condenada por casos decorrentes da interferência de Moscou nas eleições presidenciais de 2016 pode ser condenada a até seis meses de prisão e a uma provável expulsão.

Os promotores disseram que ela lançou um plano em março de 2015 para desenvolver laços com o Partido Republicano com o objetivo de influenciar a política externa dos EUA.

Eles também disseram que ela trabalhou com seu namorado americano, republicano e membro da Associação Nacional do Rifle (NRA), Paul Erickson, para concluir o plano.

O complô foi guiado e financiado em parte por Alexander Torshin, um aliado do presidente Vladimir Putin e vice-governador do banco central russo.

Os contatos de Butina a levaram aos altos escalões da hierarquia republicana.

Ganhou a atenção pública em julho de 2015 quando foi selecionada para fazer uma pergunta ao então candidato Trump sobre seus planos de formar laços com a Rússia em um encontro em Las Vegas.