Edição nº2544 21/09 Ver edições anteriores

Muito esperneio

Gustavo Miranda

Presidente do PT, Gleisi Hoffman (PR) protagonizou espetáculo surreal em vôo da Gol, que partiu às 7h do Rio de Janeiro para Brasília, dia 24. Já acomodada, irritou-se com comentário de um passageiro que, também sentado, afirmou que se soubesse estar a senadora a bordo não viajaria. “Veja com quem fala” reagiu brava, dirigindo-se a uma pessoa logo atrás de sua poltrona. Ela reagiu: “eu estou calado”. O autor do comentário acentuou: “ainda reclama, viajando com o dinheiro do povo”. Bastou. A senadora quis que o comandante viesse falar com ela, mas a aeromoça disse que ele não podia, pois os procedimentos para decolagem tinham sido iniciados. “Deixa chegar lá”, mandou Gleisi. Ao pousar, agentes aguardavam a parlamentar, que acionou a PF, para levar o suposto ofensor a depor. Por não ver excessos na cena, um subprocurador da República e um médico se ofereceram como testemunhas. Já na sede da Superintendência da PF acabaram dispensados. Depois do “PiTi”, Gleisi Hoffman encerrou o espetáculo. Baixa o pano.

Sem oposição
Sem oposição

Terminou na quarta-feira 28 o prazo para inscrição de chapas à eleição de presidente do Clube Militar. Ex-comandante do Exército e popular em sua classe, o general Antônio Mourão já pode começar a escrever o discurso. Candidato único, ele será aclamado vencedor no dia 30 de maio.

Energia
Boa notícia

Com o volume de chuvas que tem caído, fontes do Ministério de Minas e Energia acreditam que a bandeira tarifária verde, sem custo para os consumidores, está garantida até junho.

OAB
Nenhuma palavra

Na reunião de seu conselho federal na semana passada, houve pedido da seccional de Sergipe para a OAB se manifestar detalhadamente sobre a ação federal na área de segurança pública no Rio. Um dos questionamentos é sobre a natureza militar do cargo de interventor, já que o alvo é o poder civil. A eventual inconstitucionalidade do decreto de intervenção acabou não analisado. O presidente Claudio Lamachia optou por ouvir primeiro a OAB-RJ, embora isso não fosse necessário.

América do Sul
Moeda de troca

A política no Paraguai muito se assemelha à brasileira, inclusive nos seus piores aspectos. Candidato colorado à Presidência, Mario Abdo Benítez enfrentou em seu partido González Daher. Para desistir da disputa, o presidente Horácio Cartes ofereceu ao correligionário uma vaga no conselho de Itaipu. Mistério se é capacitado para o cargo, mas politicamente o plano deu certo: Benítez tem mais de 50% das intenções de votos, na eleição do dia 22 de abril.

Planalto
Fora do tom

Mateus Bonomi
Na reunião de Michel Temer com governadores e representantes de 26 estados para discutir o combate a criminalidade, Luiz Fernando Pezão (RJ) deixou a nítida impressão de viver o ocaso de sua gestão. Fez uma descontextualizada fala, frisando o valor da titularidade de casas para quem mora em favelas, da necessidade do apoio das concessionárias de serviços públicos nessas comunidades etc, em contrapartida a governadores que levaram inúmeros dados sobre os problemas que têm na área de segurança pública, como Wellington Dias (PT-PI) e Marcondes Perillo (PSDB-GO).

CNJ
Hora H

Fabio Rodrigues Pozzebom

Em reunião na terça-feira 6, o CNJ julgará em definitivo o caso do juiz fluminense Rafael de Oliveira Fonseca, punido pelo Tribunal de Justiça do RJ, em 2013, com aposentadoria compulsória proporcional ao tempo de serviço. É a penalidade máxima que pode ser aplicada a um magistrado no Brasil . Eis as acusações à época em que foi juiz criminal em Itaguaí (RJ): autorizar escutas ilegais, destruir o conteúdo das gravações, receber dinheiro para livrar milicianos da prisão e repassar a assessores armas, carros e outros bens apreendidos pela polícia. A maioria do conselho quer a sanção dada pelo TJ-TJ, contrariando o relator Henrique Ávila, que chegou ao colegiado indicado pelo Senado, quando a Casa era chefiada por Renan Calheiros.

Políticos
Primeiro mundo

É razoável supor que alguma epidemia deve estar assolando o Congresso Nacional. Os gastos da Casa com assistência à saúde dos senadores, ex-senadores e seus parentes aumentaram 40% ano passado. Como se diz, todos se valem do SUS – ou, por extenso, “só uso o Sírio”.

Reforma
Portal do passado

Até o início da tarde da sexta-feira 2, o portal do Ministério da Justiça não exibia nenhuma mudança ocorrida na estrutura da Pasta. E não foram poucas. Quem navegava desconhecia o que Michel Temer fez na estrutura da segurança pública. A página de apresentação trazia referências à migração, extradição, drogas etc. Nenhuma linha sobre o ministro Raul Jungmann como titular da área, zero de referência a Rogério Galloro, empossado pela manhã na chefia da Polícia Federal etc.

Música
Cinzas e sons

Jorge Bispo

Um violão feito com madeira retirada de incêndios pelo Corpo de Bombeiros é a nova companhia inseparável do compositor e cantor Paulinho Moska. O instrumento foi construído pelo carioca Davi Lopes, dublê de bombeiro e luthier, que garimpa o material para seu trabalho em escombros ainda fumegantes. Segundo Moska, o som produzido pelo instrumento é excepcional.

Trilhos
Das árábias

O grupo Mubadala, de Abu Dhabi, prepara nova proposta para comprar a Supervia, rede de trens metropolitanos do Rio. Os árabes já tinham tentado o negócio no ano passado, mas a oferta feita à Odebrecht, na bacia das almas, não emplacou. Um preço mais atraente será oferecido e a possibilidade de negócio é concreta, pois o grupo brasileiro decidiu desfazer-se de todos os investimentos na área de transportes.

Minas
Barbas de molho

Renato Costa

Enrolado até o talo e réu por corrupção no Superior Tribunal de Justiça, o governador de Minas Gerais, Fernando Pimentel, está buscando ampliar a sua defesa. Cliente do advogado Eugênio Pacceli e alvo de pelo menos três investigações, o político petista sondou pelo menos um criminalista sobre a possibilidade.


Mais posts

Ver mais
X

Copyright © 2018 - Editora Três
Todos os direitos reservados.

Nota de esclarecimento A Três Comércio de Publicaçõs Ltda. (EDITORA TRÊS) vem informar aos seus consumidores que não realiza cobranças por telefone e que também não oferece cancelamento do contrato de assinatura de revistas mediante o pagamento de qualquer valor. Tampouco autoriza terceiros a fazê-lo. A Editora Três é vítima e não se responsabiliza por tais mensagens e cobranças, informando aos seus clientes que todas as medidas cabíveis foram tomadas, inclusive criminais, para apuração das responsabilidades.