Edição nº2556 14/12 Ver edições anteriores

Mudar o técnico?

Marcelo Camargo/Agência Brasil

A operação Tira Teima deflagrada na terça-feira 10, para apurar a delação premiada do ex-diretor da indústria de medicamentos Hypermarcas, Nelson Melo, que afirmou ter repassado R$ 5 milhões para a campanha do senador Eunício Oliveira ao governo do Ceará, em 2014, por meio de “contratos fictícios”, está atrapalhando os planos de seu afilhado político Renato Porto. Ele se movimenta para tentar substituir o diretor-presidente da Anvisa, Jarbas Barbosa. O mandato do sanitarista que termina no final de julho pode ser renovado, se o Planalto tiver juízo e atender o pleito do próprio setor regulado. Aliás, o senador parece adorar agências reguladoras, pois tem diretores indicados em diversas delas, como a Anvisa, a ANS, a ANAC…

Presídios
Tá dominado

Desde 2006 – quando foram inauguradas as primeiras unidades –, nenhum celular ou smartphone foi encontrado nas celas das penitenciárias federais. Nelas estão figurões como Fernandinho Beira-Mar, Elias Maluco e Antônio Francisco Bonfim Lopes, o Nem, que ordenou a invasão da favela da Rocinha, no Rio de Janeiro, no ano passado. A comunicação dos chefões com o mundo exterior é ampla e permanente. Só não se sabe como. Talvez mediunidade…

Rio 1
Com lupa

A coluna conversou com três policiais que estão na linha de frente das investigações sobre o assassinato da vereadora Marielle Franco e de seu motorista, Anderson Gomes. Todos disseram que o crime, ocorrido há um mês, está a um passo de ser esclarecido. Aguardemos.

Rio 2
Debandada

Agentes da intervenção federal no Rio fizeram na terça-feira 10 uma inspeção de surpresa na UPP da Rocinha. Dos 800 PMs ali lotados, menos de 150 estavam de serviço. Como nenhuma escala justifica tantas ausências, a suspeita é que falte controle por parte do Comando da Corporação. Iniciada em setembro, a atual guerra na comunidade contabiliza mais de 60 mortes – muitas de moradores.

Tribunais superiores
Páreo aberto

Cerca de 15 magistrados disputam a vaga de ministro do TST, a primeira aberta após a aprovação da reforma trabalhista em 2017. A cadeira era de Fernando Eizo Ono, que pendurou a toga no mês passado “para a chegada de um sangue novo na Corte”. As visitas dos candidatos aos ministros-eleitores terminaram na sexta-feira 13. Não há data definida para o pleito.

Trânsito
Reforma a gosto

Divulgação

As trapalhadas do Contran, como exigir e depois adiar a instalação de placas com chips padrão Mercosul para todos os veículos, mesmos os velhinhos que nunca cruzarão a fronteira, onerando os motoristas, fez surgir o debate sobre a conveniência do Departamento Nacional de Trânsito voltar à alçada do Ministério da Justiça. Aliás, o órgão foi para o Ministério das Cidades, em 2003, porque Olívio Dutra pediu a Lula “caixinhas na estrutura”, já que não queria assumir uma recém-criada Pasta esvaziada.

2018
Por fora

Oficialmente o PT não admite outro nome que não o de Lula na corrida presidencial ao Planalto. Mas, entre quatro paredes, estrelas do partido debatem alternativas, no caso da Justiça eleitoral negar a candidatura. Na semana passada falou-se bastante do ex-ministro José Eduardo Cardozo. Tem experiência na administração pública, é conhecido no País e por não estar envolvido em nenhum processo judicial não precisará gastar tempo na campanha se explicando. Quem sabe…

Transporte urbano
Lá vem o trem!!

A retomada da economia entrou nos trilhos. É o que parece ao se constatar que, no ano passado, 2,93 bilhões de passageiros utilizaram trens, metrôs e VLTs para se deslocar no País – alta de 0,4% em relação a 2016, portanto, quase a metade do PIB (1%). Os números serão divulgados na segunda-feira 16, pela Associação Nacional dos Transportadores de Passageiros sobre Trilhos. O sistema que torna as cidades mais sustentáveis tem desafios e potencialidades: das 63 médias e grandes regiões metropolitanas, apenas 13 possuem algum meio de locomoção do gênero.

Congresso
Suas excelências

Sob a austera gestão do presidenciável Rodrigo Maia, a Câmara dos Deputados acaba de abrir licitação para trocar banheiras de hidromassagem dos apartamentos ocupados por alguns parlamentares. O serviço, que inclui a substituição de aquecedores, chuveiros, duchas higiênicas e bancadas em granito, custará R$ 3 milhões.

Geologia
DNA do Brasil

Qual a idade do Brasil? Ninguém sabe. As rochas bem velhas têm mais de 2,8 bilhões de anos. Já as “novinhas”, entre 65 milhões e 100 milhões, localizadas em grandes áreas do Paraná e do Mato Grosso, por exemplo. E quem poderia imaginar que no sertão já houve um mar ou muitos mares e que as belas paisagens do Rio de Janeiro escondem um passado de terremotos, cadeias de montanhas comparáveis aos Himalaias, vulcões e oceanos que foram totalmente fechados e extintos no passado, entre 700 e 540 milhões de anos atrás? Essas informações constam no Mapa Tectônico da América do Sul que o Serviço Geológico do Brasil (CPRM) acaba de lançar em versão digital, substituindo um de 1978. Iniciado em 2004 foi feito por pesquisadores de diversos países. Lêda Fraga, da CPRM, diz que o mapa é um inventário das idades e da origem do nosso continente, uma espécie dos DNAs das rochas que formam a América do Sul. “Não percebemos isso porque a nossa vida é ínfima diante da grandiosidade do planeta, mas a terra está em constante transformação com o movimento das placas tectônicas”. O mapa na escala 1:5.000.000 pode ser baixado no portal WWW.cprm.gov.br , inteiro ou em partes.

Medicina
Dr. Desafio

Pioneiro no transplante de fígado em nosso País, o professor Silvano Raia desenvolve projeto para o primeiro xenotransplante do mundo ser feito no Brasil. A técnica consiste em criar um porco com órgãos geneticamente modificados, fazendo com que o fígado desse animal seja compatível com um provável receptor de transplante do órgão. A iniciativa que poderá salvar milhões de pessoas no mundo envolverá especialistas do Brasil e dos EUA, inclusive as academias de medicina daqui (ANM), a USP e a Universidade de Miami.

Política
Baixa prevista

Thiago Queiroz / Estadão Conteúdo

Apesar de ter se fortalecido no troca-troca partidário, agora com 54 deputados, portanto segunda maior bancada na Câmara depois do PT (57), o PP iria perder um de seus parlamentares mais conhecidos. Antes de ser preso, Paulo Maluf negociava com outra legenda, pela qual tentaria um novo mandato. Agora, cumprindo pena em casa, com graves problemas médicos, a sua vida política acabou.

 


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