O ministro da Defesa, José Múcio, afirmou que as Forças Armadas do Brasil estão “preparadas para tempos difíceis” e acompanham com “atenção” a escalada de tensão desencadeada pelo ataque militar que Estados Unidos e Israel realizaram no Irã, matando o líder supremo iraniano, Ali Khamenei, e mais de 500 pessoas.
Múcio defendeu que as tropas brasileiras tenham um papel de “dissuasão”, não de “agressão”, mas voltou a pedir a ampliação da verba para a pasta e afirmou ter alertado o presidente Lula (PT) quanto a essa demanda.
“Quando digo que precisamos de mais investimentos em Defesa, é para defender o que somos, o que temos, nossas riquezas. Temos forças muito inferiores às nossas necessidades”, concluiu o ministro em declaração dada nesta segunda-feira, 2, após cerimônia de incorporação de mulheres ao serviço militar inicial feminino.
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Múcio e os comandantes das Forças Armadas defendem a aprovação de uma PEC (Proposta de Emenda à Constituição) da Previsibilidade Orçamentária que prevê a destinação anual 2% ou mais do valor apurado do PIB (Produto Interno Bruto) do ano anterior para a Defesa.
Atualmente, o caixa está na casa de 1,1% do PIB, mas é o quinto maior orçamento do governo federal — R$ 133,3 bilhões, conforme o PLOA (Projeto de Lei Orçamentária Anual) de 2025.