Brasil

MP evidencia uso de R$ 86, 7 mil em espécie por Flávio Bolsonaro para compra de salas comerciais


O uso da quantia em espécie pelo senador Flávio Bolsonaro (Republicanos-RJ) para compra de salas comerciais foi evidenciada durante depoimento do parlamentar e das construtoras envolvidas na operação do Ministério Público do Rio de Janeiro, conforme apuração do jornal O Globo.

A compra dos imóveis teria sido finalizada enquanto o filho do presidente Jair Bolsonaro (sem partido) era deputado estadual na Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj).

Durante os esclarecimentos de Flávio, ele disse que os valores foram emprestados pelo pai e um de seus irmãos, o qual o senador não identificou. Além deles, o filho do presidente citou Jorge Francisco, pai do ministro Jorge Oliveira, da Secretaria-Geral da Presidência, e chefe de gabinete de Jair Bolsonaro de janeiro de 2001 a março de 2018, quando faleceu.

As declarações de Flávio foram colhidas no último dia 7 de julho na investigação que analisa a possível atividade de rachadinha no gabinete do então deputado.

Conforme apuração do O Globo, no depoimento, Gomes relatou a Flavio que a Cyrella e a TG Brooksfield informaram ao MP que ele pagou R$ 86.779,43 com dinheiro em espécie, por meio de depósitos bancários, no ano de 2008, para a compra de 12 salas comerciais no Barra Prime Offices — um centro comercial de alto padrão na Barra da Tijuca, na Zona Oeste do Rio.


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Apesar de Flávio ter adquirido os imóveis por meio de um “instrumento particular de compra e venda”, em 2008, o registro da compra em cartório só foi feito no dia 16 de setembro de 2010. As demais quantias foram quitadas com cheques e boletos bancários. Os promotores questionaram o senador sobre a fonte do dinheiro vivo.

“Eu saí pedindo emprestado para o meu irmão, para o meu pai, eles me emprestaram esse dinheiro. Tá tudo declarado no meu imposto de renda, que foi comprado dessa forma (por meio de empréstimo). Depois eu fui pagando a eles esses empréstimos. Acho que o Jorge (Francisco), que era chefe de gabinete do meu pai, também me ajudou”, respondeu Flávio aos promotores.

Como foram as negociações?

Os imóveis foram vendidos pelo filho do presidente 43 dias após o registro da venda em cartório. Segundo reportagens do portal UOL e do jornal “Folha de S.Paulo”, os imóveis foram formalmente adquiridos por valores entre R$ 192,5 mil e R$ 342,5 mil cada.

Os valores beiravam os R$ 2,6 milhões. Antes de sacramentar a revenda, Flávio pagou apenas 12% do financiamento.  Em menos de 60 dias, no dia 29 de outubro, o parlamentar vendeu as salas e cedeu o restante do financiamento a uma empresa chamada MCA, obtendo um lucro R$ 318 mil.

Ao longo do depoimento, o promotor também questionou Flávio sobre como foram pagos os empréstimos feitos junto a seus familiares para custear as salas. O senador disse que também retornou os valores em dinheiro vivo.

“Não. Era em espécie, em dinheiro”, afirmou Flávio, quando lhe foi perguntado se recebeu o empréstimo integralmente e se o pagou integralmente ou parcelado.

O senador disse que não se recordava:

“Como era em família, não lembro agora exatamente como foi feito. Se foi parcelado ou uma vez só”, disse.

Em entrevista ao GLOBO, o senador confirmou que seu ex-assessor, Fabrício Queiroz, pagava mensalidades escolares e planos de saúde da sua família e que reembolsou em espécie um sargento da PM que pagou a parcela de um financiamento da sua esposa. Flávio nega irregularidades nas transações. Ele também nega que sua loja de chocolates tenha sido utilizada para lavagem de dinheiro, como suspeita o MP, e diz que a franquia é alvo de controle da matriz.

Nota dos advogados Rodrigo Roca, Luciana Pires, Juliana Bierrenbach e Renata Azevedo:

A defesa do senador Flávio Bolsonaro tem recebido com perplexidade as notícias de vazamento das peças e áudios do procedimento que tramita sob sigilo, o qual é reforçado e afiançado às partes, pelos próprios membros do Ministério Público, ao início de cada ato processual. Em tendo sido provada a ineficiência do sigilo imposto judicialmente à investigação, esclarece a defesa que a partir deste momento não serão mais permitidos os registros audiovisuais do Senador durante as suas manifestações procedimentais, além do que ainda esta semana representará aos órgãos de correição do MPF para que apure a falta e o delito, se houver.

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