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MP da Itália investiga repasse da Venezuela a partido populista


MILÃO, 28 OUT (ANSA) – O Ministério Público da Itália investiga possíveis crimes de financiamento ilícito e lavagem de dinheiro envolvendo um suposto repasse da Venezuela para o partido antissistema Movimento 5 Estrelas (M5S).   

O caso estourou em junho de 2020, quando o jornal espanhol ABC publicou uma reportagem denunciando o envio de 3,5 milhões de euros em dinheiro vivo para o consultor Gianroberto Casaleggio (1954-2016), ideólogo do M5S e de seu sistema de “democracia direta”, em 2010.   

O repasse teria sido feito por meio do Consulado da Venezuela em Milão e recebido autorização do então ministro das Relações Exteriores do país latino-americano, Nicolás Maduro, durante o governo de Hugo Chávez (1954-2013).   

A denúncia se baseia em documentos confidenciais da Direção-Geral de Inteligência Militar da Venezuela. Um dos arquivos define Casaleggio como o “promotor de um movimento esquerdista revolucionário e anticapitalista na República da Itália”.   

O MP de Milão, que investiga o caso, já colheu declarações do jornalista espanhol autor da reportagem, Marcos García Rey, e enviou a Madri uma ordem europeia para interrogar Hugo Armando Carvajal, também conhecido como “El Pollo”, ex-chefe da inteligência venezuelana e preso recentemente na Espanha.   

O M5S foi fundado por Casaleggio e pelo comediante Beppe Grillo em 2009 e logo chacoalhou a política italiana, quebrando a polarização esquerda-direita.   

Com um discurso antiestablishment, o partido cresceu na esteira do desencanto da população com a política tradicional e calcado na promessa de não fazer alianças com o “sistema”, conquistando prefeituras de cidades como Roma e Turim, em 2016.   

Em 2018, o M5S se tornou o partido mais popular da Itália, com pouco mais de 30% dos votos nas eleições legislativas de março, e chegou ao governo em junho do mesmo ano, indicando Giuseppe Conte como primeiro-ministro.   

Apesar de ter sido definido pela inteligência venezuelana como “movimento esquerdista revolucionário”, o M5S governou ao lado da extrema direita até setembro de 2019, quando uma crise política o levou a dar um giro de 180 graus e formar uma coalizão com sociais-democratas.   

Atualmente, o M5S integra o governo de Mario Draghi, um símbolo do establishment europeu que o movimento sempre jurou combater, e enfrenta uma crise de popularidade, tendo perdido recentemente as prefeituras de Roma e Turim.   

O partido define a denúncia sobre o dinheiro venezuelano como “fake news”. (ANSA).   


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