MPSP arquiva pedido de inquérito contra Felicio Ramuth por lavagem de dinheiro

Vice-governador é investigado em Andorra e no STJ após abertura de uma conta no exterior; Ramuth nega as acusações

Felício Ramuth
Felício Ramuth, vice-governador de São Paulo Foto: João Valério/Governo do Estado SP

O Ministério Público de São Paulo arquivou o pedido de abertura de inquérito contra o vice-governador de São Paulo, Felicio Ramuth, e sua esposa, Vanessa Ramuth, por suspeita de improbidade administrativa. Ramuth era investigado pela suspeita de abrir uma conta em Andorra para lavagem de dinheiro.

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O que aconteceu

  • O Ministério Público de São Paulo arquivou inquérito contra o vice-governador Felicio Ramuth e sua esposa por suposta improbidade.
  • A investigação era sobre uma conta de US$ 1,6 milhão em Andorra, suspeita de ser usada para lavagem de dinheiro.
  • A defesa de Ramuth alegou que a offshore pertencia exclusivamente à esposa e apresentou certidão de separação total de bens, classificando as acusações como “politiqueiras”.

A representação foi apresentada pelo deputado estadual Paulo Fiorilo (PT-SP), que acusava Ramuth de cometer irregularidades pela finalidade da conta. No entanto, o Ministério Público acolheu a defesa apresentada pelo vice-governador, que sustentou que a offshore investigada pertence exclusivamente à esposa e classificou as acusações como “politiqueiras”.

Ramuth também apresentou sua certidão de casamento em regime de separação total de bens como parte da argumentação para afastar qualquer vínculo patrimonial com a conta.

A Justiça de Andorra apura a existência de uma conta aberta no país em 2019 com cerca de US$ 1,6 milhão. As autoridades locais investigam a possibilidade de que a estrutura tenha sido utilizada para lavagem de dinheiro.

O vice-governador nega as acusações e prestou depoimento à Justiça de Andorra no fim do ano passado. Na ocasião, Ramuth rejeitou qualquer irregularidade e contestou a investigação. Ele também já apresentou pedido para o arquivamento da cooperação entre a Justiça de Andorra e o Superior Tribunal de Justiça no caso.