Edição nº2585 11/07 Ver edições anteriores

Mourão X Maduro

Crédito: ROMERIO CUNHA

ECONOMIA Mourão disse a americanos acreditar que a Venezuela não tem como resistir muito à crise (Crédito: ROMERIO CUNHA)

A parte da viagem aos Estados Unidos do vice-presidente Hamilton Mourão dedicada a encontros com autoridades teve quase como tema único a Venezuela. Depois de participar da Brazil Conference, em Boston, Mourão viajou para Washington, onde se encontrou com o vice-presidente dos Estados Unidos, Mike Pence, e outras autoridades norte-americanos. Todos queriam ouvir do vice-presidente suas impressões sobre a crise venezuelana. Mourão viveu por dois anos na Venezuela, onde foi adido militar. Mourão voltou a defender que a solução para a situação venezuelana tem de se dar nos terrenos da política e da diplomacia. Para ele, é o colapso econômico o que acabará por levar ao ocaso final de Nicolás Maduro. Uma situação insustentável que desague numa solução política.

Dia D

Para Mourão, aqueles que se preocupam com o problema venezuelano não deveriam exatamente pensar no “Dia D”, aquele em que Maduro vai cair. Mas no “Dia D+1”. Ou seja, como tirar a Venezuela da crise em que afundou. O país vai precisar
de ajuda. Ele estima que a recuperação da economia venezuelana vai custar algo em torno de R$ 60 bilhões.

Foi o frio

O vilão que provocou uma tendinite no cotovelo do vice-presidente aparentemente foi o frio. Durante a sua estadia em Boston para participar da Brazil Conference, a temperatura ficou em torno de apenas 1º. O vice-presidente acredita que a baixa temperatura acabou inflamando o tendão do seu cotovelo, gerando dor e incômodo.

Rápidas

* Relatório feito pela ONG Todos pela Educação reforça o tamanho do desafio que terá o novo ministro da Educação, Abraham Weintraub. Segundo o relatório, ele terá que partir praticamente do zero depois do desastre da gestão Ricardo Vélez Rodrigues.

* A ONG estabeleceu sete pontos prioritários que deveriam ter avançado na agenda da educação nos primeiros cem dias de governo. Para cada ponto, fez uma avaliação usando sinais verde, amarelo e vermelho. Dos sete pontos, cinco receberam sinal vermelho.

* Só foi dado sinal verde para o trabalho de implantação da Base Nacional Comum Curricular. Para a ONG, não se tratou, porém, de um esforço específico da nova gestão. Mas da continuidade de algo que já vinha sendo implementado.

* Adiada a aprovação da reforma da Previdência na CCJ da Câmara, o Congresso decretou feriado. Comunicou que na quinta-feira 18, as portas tanto da Câmara quanto do Senado estariam fechadas.

Conselho de anciãos

Pedro França

O presidente do Senado, Davi Alcolumbre, vem se valendo da ajuda de três senadores experientes na condução dos seus trabalhos. São eles os senadores Jarbas Vasconcelos (MDB-PE), Jaques Wagner (PT-BA) e Tasso Jereissati (PSDB-CE). Eles já ganharam o apelido de “Conselho de Anciãos”. Todo início de semana, Alcolumbre reúne-se com eles para um café na residência oficial do Senado.

Retrato falado

“Vocês arrasam. Tiraram o projeto da pauta” (Crédito: Pedro Ladeira/Folhapress)

Essa frase, dita pela deputada Shérida Oliveira (PSDB-RR) à colega do Psol. Talíria Petrone (RJ), mostra como anda confuso o ambiente no Congresso Nacional em torno da votação da reforma da Previdência. Em tese, o PSDB apoia a necessidade da reforma da Previdência para a recuperação da economia. Mas, na prática, a deputada tucana aplaudia a tática de obstrução comandada pela oposição, que adiou novamente a conclusão da análise do projeto na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ).

Agricultura no Nordeste

A ministra da Agricultura, Tereza Cristina, fará nos próximos dias uma viagem ao Maranhão. Será sua quarta viagem ao Nordeste, a primeira ao Maranhão, único estado da região que ela ainda não visitou. Esta semana, a ministra esteve no Vale do São Francisco, nas cidades vizinhas de Petrolina (PE) e Juazeiro (BA). Ficou impressionada com a visita que fez a fazendas de frutas, irrigadas com as águas do rio São Francisco. Especialmente uvas que hoje fabricam vinhos de boa qualidade. Ouviu diversas reivindicações dos produtores. No Maranhão, ele pretende focar a visita a áreas de pequenos produtores e menos ao grande agronegócio.

Pacote

A viagem ao Maranhão encerra as visitas da ministra ao Nordeste, permitindo, então, que ela feche o pacote de ações para a região que pretende anunciar ao final do primeiro semestre. Trata-se de um programa que prevê ações de irrigação, assistência técnica, assentamento rural e outras medidas.

Insatisfação no PSL

Pelo menos 20 parlamentares do PSL têm indicado ao presidente da sigla, Luciano Bivar (PSL-PE), que podem deixar a legenda assim que a Câmara abrir nova janela de troca partidária. Os deputados reclamam da falta de organização do partido e da inexistência de diretrizes claras de atuação, o que tem sido cobrado nas bases eleitorais.

Mateus Bonomi/AGIF/Folhapress

Frota é um

Um dos deputados que começam a negociar uma saída para outro partido é Alexandre Frota (PSL-SP). Ele vem negociando mais fortemente uma ida ou para o PSD ou para o Patriotas. Mas também tem sido sondado pelo pelo PP e pelo Cidadania. Frota é um dos nomes mais incomodados com a influência do filósofo Olavo de Carvalho no governo.

Carro por moto

Michel Jesus/ Câmara dos Deputados

O deputado Boca Aberta (Pros-PR) apresentou um projeto de lei propondo isenção de IPVA para motocicletas de até 150 cilindradas. Na argumentação do parlamentar, essa medida pode incentivar as pessoas a trocarem seus carros por motos. “Assim sendo, haverá uma redução da emissão de gases geradores do aquecimento global”, argumenta.

Toma lá dá cá

Deputado Alessandro Molon (PSB-RJ)

Como líder da oposição, como o senhor pretende articular os próximos passos da tramitação da reforma da Previdência? Pode haver uma aliança com o Centrão?

Nós estamos tentando mostrar aos vários setores do Parlamento a gravidade de vários itens da proposta, principalmente os que atacam os mais pobres. O Benefício de Prestação Continuada, o Abono Salarial e o Regime de Capitalização, que é o coração da proposta, é a parte mais cruel dela. Na prática, significa entregar cada um à própria sorte. À desgraça na velhice.

Pode haver o apoio do Centrão nesses pontos?
Mesmo setores que não são ligados ao Centrão estão sensibilizados. Eu acredito que temos grandes chances de retirar esses itens da proposta.

 


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