Edição nº2535 20/07 Ver edições anteriores

Mouco em alta

ALINHADO Temer conversa com Elsinho Mouco no Palácio do Alvorada mostrando grande sintonia (Crédito:Frederic Jean)

Durante muito tempo, a candidatura Temer foi tratada como tabu no Planalto. Em mais de uma ocasião, o presidente demonstrou irritação ao ouvir falar no assunto. Há um mês, sem consultar ninguém, o publicitário Elsinho Mouco quebrou o silêncio em conversa com o jornalista Bernardo Melo Franco, de O Globo. “Ele já é candidato”, disse Mouco. Como trabalha com Temer há mais de 15 anos, a declaração foi tratada como um quase pronunciamento oficial. Num gesto raro, o presidente mandou seu porta-voz, Alexandre Parola, desautorizar o marqueteiro, esclarecendo que Mouco não fala pelo Palácio do Planalto. Passadas algumas semanas, é Temer quem fala sobre a candidatura. Aparentemente, o porta-voz não será acionado para desmenti-lo.

Aos tapas

Pessoalmente, a presidente do STF, Cármen Lúcia, fica horrorizada quando assiste aos bate-bocas constrangedores entre os ministros Gilmar Mendes e Luís Roberto Barroso. Na quarta-feira 21 aconteceu outra vez. Ela, porém, comenta que nada pode fazer de concreto. Os mais velhos, porém, dizem que já foi pior. Já houve ministros que chegaram literalmente às vias de fato.

Hackers

O ministro da Secretaria de Governo, Carlos Marun, foi alvo de hackers na semana passada. Ele descobriu que seu telefone celular estava clonado após tomar conhecimento de mensagens que não foram enviadas do aparelho que possui. Marun está atendendo ligações de um número provisório. O conteúdo das mensagens falsas não foi revelado. A Polícia Federal procura o impostor.

Janot x Gilmar

Marcelo Camargo/Agência Brasil

De olho na discussão entre ministros do STF, o ex-Procurador Geral da República Rodrigo Janot compartilhou, em sua página pessoal no Twitter, sete postagens exaltando os ataques de Luis Roberto Barroso contra Gilmar Mendes. Janot é desafeto antigo de Gilmar. O ministro criticou inúmeras vezes, e de forma dura, a atuação de Janot à frente da PGR.

Rápidas

* O presidente Michel Temer vai disputar a reeleição em outubro. Em tese, seu partido, o MDB, apoia a ideia. De acordo com enquete no site do partido, 68% dos emedebistas são favoráveis à reeleição de presidente, governadores e prefeitos. O dado é de terça-feira 20.

* O governo federal estuda a possibilidade de obrigar os venezuelanos que chegam ao Brasil, principalmente pela fronteira com Roraima, a serem vacinados contra sarampo. Os refugiados estão trazendo para cá a doença.

* Estima-se que, com a crise no país vizinho governado por Nicolás Maduro, cerca de 40 mil venezuelanos já atravessaram a fronteira no Estado de Roraima e vivem no Brasil atualmente.

* Está tramitando no Congresso um projeto que regulamenta a possibilidade de prisão após julgamento em segunda instância. É o PL 402/2015. E a presidente do PT, Gleisi Hoffmann (PR), é uma das autoras do projeto.

Retrato falado

“Por que não há cobrança da suspeição de Gilmar no caso Barata Filho?” (Crédito:Heuler Andrey)

O coordenador da força-tarefa da Lava Jato no MPF-PR, Deltan Dallagnol, cobrou a realização do julgamento que pode tirar Gilmar Mendes da relatoria dos processos contra o empresário Jacob Barata Filho. É porque Gilmar e Jacob têm relação próxima. O ministro foi padrinho de casamento da filha do empresário. Barata Filho foi solto três vezes por Gilmar. Para Dallagnol, o ministro não teria imparcialidade para julgar Barata Filho, investigado na Lava Jato do Rio de Janeiro.

Richa se decide

Depois de muita indefinição, o governador do Paraná, Beto Richa (PSDB), enfim decidiu que deixará mesmo o cargo no início de abril para se candidatar ao Senado. Ele fará o anúncio na terça-feira 27. Assume o governo do Estado a vice-governadora, Cida Borghetti, esposa do ministro da Saúde, Ricardo Barros. A vice-governadora e o ministro, são do PP. Cida é pré-candidata ao governo do Paraná. Agora, fará campanha como governadora, com a máquina pública a seu favor. Richa, que na última semana se livrou de um inquérito no STJ, ainda não decidiu se apoiará Cida ou se ficará neutro na disputa. Seu filho, Marcello Richa, será candidato a deputado estadual.

Livre de processo

Já Ricardo Barros, livrou-se de representação do PT por conta da polêmica ação de incentivar a judicialização de medicamentos cuja importação é barrada pela Anvisa. Os petistas desistiram do processo porque Barros deixará o Ministério nos próximos dias para disputar novo mandato de deputado.

Ato nulo

Mesmo exonerado do cargo, o ex-ministro do Trabalho Ronaldo Nogueira de Oliveira suspendeu o registro do Sindicato dos Trabalhadores em Transporte Rodoviário em Campinas. O despacho foi publicado no Diário Oficial da União em 29 de dezembro, quando ele não era mais ministro. O “descuido” é um prato cheio para o sindicato pedir a anulação do ato.

Fernando Conrado

Contra o crime

Preocupados com a segurança pública, empresários gaúchos se mobilizaram para doar R$ 14,3 milhões em equipamentos para o combate ao crime em Porto Alegre. Segundo o empresário Leonardo Fração, presidente do Instituto Cultural Floresta, que uniu 55 doadores para contribuir, a ajuda foi feita sem pedir nenhuma contrapartida do governo.

Cármen motorista

Suamy Beydoun

Diante do tenso momento e das pressões que vem sofrendo, a presidente do STF, Cármen Lúcia, tem sido aconselhada por amigos a suspender o hábito de dirigir seu próprio carro e passar a se deslocar em veículo oficial. Cármen, porém, recusa os conselhos. Ela insiste em usar o carro oficial somente nos deslocamentos a serviço.

Toma lá dá cá

Roberto Carvalho Veloso, presidente da associação dos juízes federais do Brasil (Ajufe)

Como o senhor vê a pressão de ministros do STF para a revisão do entendimento sobre a prisão após condenação em segunda instância?
Não acredito que tenha havido pressão. O habeas corpus do ex-presidente Lula é individual e não terá efeito vinculante.

Como fica a imagem do STF caso o assunto volte a ser discutido justamente para livrar Lula da prisão?
A imagem do Supremo não será afetada porque a sua função é julgar os processos.

Não existem outros temas importantes a serem votados no STF?
Há muitos assuntos importantes na pauta do Supremo para serem julgados, a título de exemplo, os planos econômicos.

 

 


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