Em Cartaz

Mostra de SP volta com força

O tradicional evento resiste à censura, à desmontagem da cultura e aos cortes de verba, com 300 filmes inéditos

Crédito: Divulgação

SÁTIRA “Parasita”, de Bong Joon-ho, estrelado por Yeon-kyo Park, venceu Cannes com a história de uma família pobre que busca emprego em uma mansão em Seoul (Crédito: Divulgação)

Mostra Internacional de Cinema de São Paulo corria o risco de não acontecer em 2019. Quando a Petrobras, a maior patrocinadora, retirou o apoio ao evento, a diretor da Mostra, Renata Almeida, quase perdeu a esperança. “Só tínhamos uma saída: voltar às origens e reduzir o orçamento para sobreviver”, diz Renata à ISTOÉ. “Gastei a sola dos sapatos atrás de parcerias, como quando a Mostra começou. Reunimos um pool de patrocinadores importantes e conseguimos filmes e convidados de renome. Foi uma saga.” Assim, nesta 43ª edição, a Mostra mantém a dimensão e a importância de sempre, mesmo com um orçamento de R$ 5 milhões. Além de 300 filmes, muitos deles premiados em festivais internacionais, acontecem sessões especiais, debates, encontros e festas. Destaca-se a estreia da sátira sul-coreana “Parasita”, do diretor Bong Joon-ho, ganhador de Cannes de 2019. Outro inédito é “Wasp network”, de Olivier Assayas, baseado no livro “Os últimos soldados da Guerra Fria”, de Fernando Morais. O longa abre o evento. O encerramento fica a cargo de “Dois papas”, de Fernando Meirelles. Em 27 locais de São Paulo e 12 cidades do estado, de 17 a 30/10.

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