Para os cinéfilos, a Mostra Internacional de Cinema de São Paulo é a Copa do Mundo. Diferentemente de 2020, quando ocorreu apenas em uma plataforma digital, a 45a. edição terá formato híbrido, online e em 15 salas da capital paulista. De 21 de outubro a 3 de novembro, serão exibidos 264 filmes de 50 países – do Afeganistão à Islândia, comprovando o caráter global do evento. Segundo a diretora Renata Almeida, “a seleção faz um apanhado do cinema contemporâneo mundial, produções criadas sob o impacto da pandemia que atingiu a indústria cinematográfica”. Há três eixos principais: “Perspectiva Internacional”, com 105 produções, “Competição Novos Diretores”, cujo vencedor será eleito por voto do público e do júri; e a “Mostra Brasil”, com 39 filmes nacionais. Entre os destaques estrangeiros, novidades de diretores como o americano Wes Anderson (“A Crônica Francesa”) e o francês Leos Carax (“Annette”). A Mostra, porém, é uma boa oportunidade de assistir às produções premiadas e inéditas no País. É o caso de “Má Sorte no Sexo ou Pornô Acidental”, do romeno Radu Jude, vencedor do Urso de Ouro em Berlim, “Titane”, da francesa Julia Ducournau, que levou a Palma de Ouro em Cannes; e “Zalava”, do iraniano Arsalan Amiri, ganhadora da Semana da Crítica em Veneza. A programação completa está disponível em www.mostra.org .

São 39 produções brasileiras

Mostra de SP será nas salas e online
Divulgação

A Mostra reúne o melhor da produção nacional em um ano difícil para o cinema do País – prejudicado pela pandemia e pelo abandono da Ancine. A lista inclui produções de nomes consagrados, como Laís Bodansky (“A Viagem de Pedro”), José Eduardo Belmonte (“As Verdades”) e “Marinheiro das Montanhas” (foto), de Karim Aïnouz.

Há também homenagens: Helena Ignez será agraciada com o Prêmio Leon Cakoff. Já o drama “7 Prisioneiros”, de Alexandre Moratto, será exibido em parceria com a Acnur, agência da ONU para refugiados. Com Christian Malheiros e Rodrigo Santoro, o filme aborda a escravidão de imigrantes em São Paulo. Entre os documentários, destaque para “Já que Ninguém me Tira Pra Dançar”, sobre a vida da atriz Leila Diniz.