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Morto há 1 ano, jornalista italiano vira símbolo europeísta

ROMA, 14 DEZ (ANSA) – A Itália relembra neste sábado (14) o aniversário de um ano da morte de Antonio Megalizzi, uma das cinco vítimas do atentado jihadista contra um mercado de Natal em Estrasburgo, na França, e que virou símbolo do europeísmo.   

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Megalizzi tinha 29 anos, era jornalista e morreu em 14 de dezembro de 2018, três dias depois do ataque. Um autodeclarado “apaixonado” pela União Europeia, o italiano fazia a cobertura das atividades do Parlamento do bloco, que tem uma de suas sedes em Estrasburgo.   

Seu sonho, segundo amigos, era criar um veículo de imprensa feito por jovens e voltado exclusivamente à UE. Sua história motivou a Comissão Europeia, poder Executivo do bloco, a instituir um prêmio chamado “Megalizzi-Niedzielski”, também em homenagem ao jornalista polonês Barto Pedro Orent-Niedzielski, outra vítima do atentado.   

A láurea é concedida anualmente a repórteres aspirantes que mostrem uma forte ligação com os valores europeus. “Um ano atrás, morria Antonio Megalizzi, um garoto com a Europa no coração e que acreditava na informação livre e independente. Um exemplo para tantos jovens europeus como ele”, disse o presidente da Comissão Constitucional do Parlamento Europeu, Antonio Tajani.   

Já o ministro das Relações Europeias da Itália, Vincenzo Amendola, afirmou que as ideias e a paixão de Megalizzi “representam as raízes da liberdade e da democracia sobre as quais a Europa está fundada”. “Seu sacrifício não deve ser em vão”, acrescentou.   

A presidente do Senado italiano, Maria Elisabetta Casellati, também destacou a “paixão” do repórter pela UE. “Antonio representará para sempre um verdadeiro modelo para as novas gerações europeias”, declarou.   

As homenagens a Megalizzi chegam poucos dias depois de o Parlamento Europeu ter divulgado uma pesquisa mostrando que a Itália é o país mais eurocético entre os 28 Estados-membros do bloco, superando até o Reino Unido, que sairá da União.   

Segundo o levantamento, apenas 37% dos italianos acreditam que pertencer à UE seja uma “coisa boa”. O percentual é o mesmo da República Tcheca, mas a Itália ganha entre aqueles que veem a União Europeia como algo “ruim” (17% a 14%).   

O país foi governado entre junho de 2018 e agosto de 2019 por uma aliança eurocética entre o Movimento 5 Estrelas (M5S) e a Liga. Embora hoje defendam a permanência no bloco, as duas legendas já advogaram pelo rompimento com o euro e até mesmo pelo fim da própria UE.   

Em setembro, o Partido Democrático (PD) substituiu a Liga na aliança com o M5S, dando um caráter mais europeísta ao governo.   

(ANSA)

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