A semana

Mortes e destruição na região do sul do País

Crédito:  Fotos Publicas

DEVASTAÇÃO Telhados e postes foram arrastados pelo vento: estado de emergência em Santa Catarina (Crédito: Fotos Publicas)

Um ciclone com rajadas de vento que oscilaram entre cento e trinta e cento e quarenta quilômetros por hora causaram pelo menos quinze mortes e deixaram pessoas desaparecidas na região sul do País. Os dados foram divulgados na quinta-feira 2 pela Defesa Civil do Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Paraná, os três estados mais atingidos. O fenômeno climático provou também a queda de árvores, de fios de alta tensão e de casas, e deixou cerca de vinte e três cidades sem energia elétrica. Aproximadamente mil e trezentas pessoas estão desabrigadas. Em Santa Catarina, mais de mil bombeiros atenderam mil e seiscentas ocorrências causadas pelo “ciclone bomba”, como vem sendo chamado, e na quata-feira 1 não se descartava o alerta de que ele chegaria à região sul — embora com ventos em menor velocidade. Frequentes nessa época do ano, ciclones desse tipo ocorrem quando uma frente fria se associa a um núcleo de baixa pressão — tanto que desde o domingo 28 avisos de ventanias e temporais vinham sendo enviados pela Marinha, destacando o risco de ondas marítimas ultrapassarem onze metros de altura. “Ciclone bomba”, cientificamente classificado pelos meteorologistas como “ciclone extratropical”, é aquele em que acontece uma acentuada queda de pressão atmosférica em um curto espaço de tempo — geralmente vinte e quatro horas. Essa brusca alteração o torna extremamente destrutivo e perigoso.

O que é “ciclone bomba”

Cientificamente classificado pelos meteorologistas como ciclone extratropical, o “ciclone bomba”é aquele em que ocorreu uma acentuada queda de pressão atmosférica em um curto espaço de tempo — geralmente vinte e quatro horas

PESQUISA
Cresce o medo
Mas as pessoas saem de casa
Aumentou no Brasil o medo da contaminação pelo coronavírus. Agora, o paradoxo: encolheu a parcela das pessoas que declaram cumprir à risca a quarentena. Dados de pesquisa Datafolha:

DIREITOS CIVIS
Greve em duas rodas

SÃO PAULO Paralisação dos entregadores de aplicativos: trabalhadores essenciais na pandemia (Crédito:Alice Vergueiro)

Durante a pandemia eles ascenderam. Tornaram-se parte dos serviços essenciais. Os entregadores não só pipocaram, como mais do que triplicaram em todo o País: peças fundamentais para o funcionamento da engrenagem dos aplicativos de entrega (Rappi, iFood e Uber Eats). Na quarta-feira 1 eles tomaram ruas e avenidas brasileiras na primeira paralisação da categoria. Pediam que seus direitos fossem respeitados (sejam eles físicos ou trabalhistas) e recursos para higiene pessoal. Afinal, eles comem em cima das motos, são obrigados a trabalhar aos fins de semana — caso contrário o acesso ao aplicativo é cancelado — e não recebem kits de limpeza. Em contrapartida, as empresas dizem que asseguram esses direitos. Os motoboys pararam uma vez, mas, agora, se não respeitados, eles falam que as ruas serão tomadas, novamente, pelo comboio de motos.

Velocidade contra o preconceito

Para traduzir o seu apoio a luta contra o racismo, a Mercedes correrá a temporada de Fórmula 1 desse ano com seus carros pintados de preto. Em nota, a equipe informou na semana passada: “vamos competir de preto, expressando o nosso compromisso público de incentivo à diversidade e de contrariedade à discriminação

Negócios
Reinvenção de sucesso

Divulgação

Quando a mudança na rotina é brusca demais há duas possibilidades: estagnar ou reinventar. Se grande parte dos empresários se fixasse na primeira opção, novos produtos ficariam para depois. Esse não foi o caso da arquiteta Claudia Taitelbaum, CEO da Exhimia, empresa especializada na estruturação de eventos. Na pandemia, ela tornou-se uma das mais atuantes no combate ao coronavírus. “Eu precisava me movimentar, senão ficaríamos para trás”, diz Claudia. Assim, a Exhimia deixou os eventos e passou a trilhar os negócios na produção de máscaras com protetores faciais — essenciais para a prevenção da Covid-19 — e transformou-se em referência no mercado. O site, reformulado em poucos dias, chamou a atenção do público e as vendas dispararam. “Na contramão de outras empresas, eu não demiti ninguém. Pelo contrário, contratamos novos funcionários”, diz a arquiteta. Em um mês de vendas as máscaras passaram a representar 72% do rendimento total da Exhimia, e o papel social não foi deixado de lado. Em três meses, mais de 30 mil máscaras foram doadas. Lema de Claudia: olhar o próximo com criatividade, carinho e atenção.

BRASIL
Dezessete mil mortos receberam auxílio emergencial

Inacreditável: em meio à pandemia e com milhões de desempregados no País, os R$ 600 de auxílio emergencial do governo federal foram parar nas mãos de 17 mil mortos — ou seja, 17 mil pessoas vivas e muito desonestas, receberam o recurso. A conclusão é da primeira auditoria do Tribunal de Contas da União, divulgada na quarta-feira 1. O que se deu aos mortos gira em torno de R$ 11 milhões. O montante envolvendo os pagamentos com cambalachos é de R$ 427,3 milhões (até abril). O auxílio emergencial foi prorrogado por mais dois meses (o governo não divulgou calendário).

620 mil
Benefícios, ao todo, foram pagos indevidamente, muitos deles a militares. O rombo soma R$ 427,3 milhões

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