Morte de Franco Baresi: autoridades italianas homenageiam lenda

Líderes do governo e da oposição exaltam trajetória do ex-zagueiro como exemplo de lealdade e profissionalismo no esporte

ROMA — A morte de Franco Baresi, considerado um dos maiores zagueiros da história do futebol mundial e eterno capitão do Milan, desencadeou nesta sexta-feira (31) uma ampla onda de homenagens por parte de autoridades italianas. As manifestações exaltaram a trajetória do ex-craque da seleção italiana como um símbolo de lealdade, profissionalismo e dedicação inabalável ao esporte.

O que aconteceu

  • A morte de Franco Baresi, lenda do Milan e da seleção italiana, foi confirmada, gerando luto em todo o país.
  • Autoridades italianas, incluindo a primeira-ministra Giorgia Meloni e diversos ministros, prestaram homenagens póstumas ao ex-jogador.
  • Baresi é lembrado por sua lealdade, profissionalismo exemplar e dedicação ao futebol, sendo um ícone para as novas gerações.

A primeira-ministra Giorgia Meloni lamentou a perda, afirmando que a Itália perdeu “não apenas um dos maiores campeões de sua história esportiva, mas também um exemplo de lealdade, profissionalismo e dedicação”. Em uma mensagem publicada em suas redes sociais, ela destacou que Baresi defendeu “as mesmas cores durante toda a sua carreira, tratando a lealdade como um valor fundamental e a braçadeira de capitão como uma responsabilidade”.

“Ele demonstrou que é possível tornar-se uma lenda sem jamais deixar de ser um exemplo, tanto dentro quanto fora de campo”, acrescentou a premiê, expressando condolências à família, aos torcedores e a todos os admiradores do ex-atleta. O vice-premiê e ministro das Relações Exteriores, Antonio Tajani, por sua vez, descreveu Baresi como “uma superestrela dentro e fora de campo” e “um eterno ícone rossonero”. Para Tajani, o ex-zagueiro “permanecerá como um patrimônio do futebol italiano e um exemplo para as novas gerações”.

Qual o legado de Franco Baresi para o esporte?

Já o líder da Liga, Matteo Salvini, também vice-premiê, publicou uma homenagem emocionada, classificando Baresi como “um dos maiores defensores de todos os tempos” e “o verdadeiro Milan”. Em sua mensagem, o ministro de Infraestrutura da Itália ressaltou que o lendário camisa 6 continuará sendo um símbolo eterno do clube e do futebol italiano. Também pelas redes sociais, o líder do Movimento 5 Estrelas (M5S), Giuseppe Conte, classificou Baresi como “um dos maiores jogadores de futebol de todos os tempos” e afirmou que o ex-capitão deixará uma lembrança permanente entre os torcedores, que acompanharam suas atuações defensivas e suas “arrancadas épicas”. “Prestamos nossa solidariedade aos seus entes queridos neste momento de dor”, escreveu Conte.

O presidente do Senado, Ignazio La Russa, sublinhou que o futebol italiano perdeu “uma de suas maiores lendas”. Ele afirmou que Baresi “personificou talento, lealdade e devoção à camisa” do Milan e da seleção italiana, apresentando condolências em nome do Senado da República. O presidente da Câmara dos Deputados, Lorenzo Fontana, disse estar profundamente entristecido com a morte do ex-jogador, lembrando que sua trajetória foi marcada pela paixão e pela dedicação absoluta ao clube.

A despedida de um ícone rossonero

Para Fontana, o estilo e os valores representados por Baresi permanecerão vivos na memória dos cidadãos do Belpaese: “Ele foi uma das maiores figuras do futebol italiano”. Em Milão, o prefeito Giuseppe Sala falou em nome da cidade ao lamentar a perda de “um símbolo de dedicação e lealdade que engrandeceu Milão e a Itália no cenário mundial”. De acordo com Sala, Baresi foi muito mais do que um ícone do Milan e será lembrado para sempre pelo clube e por seus torcedores.

Emblemático capitão do Milan nas décadas de 1980 e 1990, Baresi morreu aos 66 anos. Pelo clube italiano, ele conquistou três títulos da Liga dos Campeões e seis campeonatos nacionais. O Milan não divulgou a causa da morte, mas informou que o ex-jogador havia sido submetido, em agosto de 2005, a uma cirurgia para a retirada de um nódulo pulmonar.