A polícia informou nesta terça-feira (27) que investiga quatro adolescentes pela morte de um cão comunitário, e seus familiares por tentarem acobertar o ocorrido, um caso que deixou a primeira-dama brasileira indignada.
Os jovens são acusados de maus-tratos, em um caso que ocorreu neste mês contra o cão Orelha, cuidado pela comunidade da Praia Brava, em Florianópolis, informou a polícia de Santa Catarina. “Devido à gravidade dos ferimentos, o animal veio a óbito durante o atendimento.”
Três parentes adultos dos adolescentes também são investigados, por suspeita de ameaçar e coagir testemunhas. O caso gerou protestos de moradores e ativistas, e ganhou repercussão nacional em redes sociais, com a hashtag #JustiçaPorOrelha.
Conhecida por seu afeto pelos animais, a primeira-dama Janja Lula da Silva expressou no Instagram sua indignação: “Sua morte não é apenas um episódio isolado de crueldade. É um alerta doloroso sobre uma geração exposta desde cedo a discursos e conteúdos digitais que banalizam a violência e transformam a dor em entretenimento.”
Usuários denunciaram em plataformas digitais que as famílias dos adolescentes tentaram usar seu poder econômico e sua influência para inocentá-los.
“Tudo isso será investigado até o fim, não importa quem sejam nem os sobrenomes que carregam. A lei será cumprida”, afirmou em suas redes sociais o governador de Santa Catarina, Jorginho Mello. Autoridades também investigam os adultos por suspeita de porte ilegal de armas, acrescentou.
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