O médico Bruno Calaça Barbosa, de 23 anos, foi baleado e morto dentro de uma boate em Imperatriz (MA), na madrugada de segunda-feira (26). De acordo com a polícia, o autor dos disparos, o soldado da policial militar Adonias Sadda, foi preso na terça-feira (27). Outros dois suspeitos de envolvimento no crime ainda são procurados. As informações são do Uol.
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Imagens de câmeras de segurança da boate onde estava a vítima mostram o momento em que o PM efetua um tiro à queima-roupa. O policial fugiu após o crime, mas foi localizado na casa de um advogado. Conforme a polícia, ele deve ser encaminhado para uma prisão militar dentro do Comando-Geral da PM, em São Luís.
Segundo as autoridades, a motivação do crime ainda está sendo investigada. Depoimentos apontam que, horas antes do assassinato, teria havido uma discussão dentro da boate entre um homem chamado Waldex e Willian Calaça, um irmão de Bruno.
“Esse Waldex estava empurrando uma menina do nosso grupo e eu me aproximei dela. Ele não gostou, teve uma confusão, mas meus amigos interferiram e eles até apertaram as mãos. Não chegou a ter uma briga e acho que meu irmão nem chegou a ver a confusão de antes. Ele morreu de graça, sem ter feito absolutamente nada”, contou Willian ao Uol.
Em depoimento à polícia, Sadda afirmou que o tiro foi acidental e que se aproximou de Bruno porque havia sido informado que o médico estaria armado. “Ao chegar, houve troca de empurrões entre eles. Foi então que ele [Adonias Sadda] diz que, pra se proteger de uma injusta agressão, decidiu apenas sacar a arma. Mas o Bruno, ao ver a arma, chutou a mão dele para desarmá-lo. Aí ele fala que, pra não deixar a arma cair, acabou segurando com muita força e o dedo forçou o gatilho”, descreveu ao Uol o delegado Praxíteles.