Comportamento

Morrem bebês siameses iemenitas que não conseguiram transferência

Morrem bebês siameses iemenitas que não conseguiram transferência

Bebês siameses de 10 dias, em um hospital perto da capital do Iêmen, Sanaa, em 6 de fevereiro de 2019 - AFP

Dois bebês siameses morreram em Sanaa, capital do Iêmen, controlada por rebeldes Huthi, que pediram à coalizão que permitisse a abertura do aeroporto para transferência de emergência para o exterior – anunciaram os insurgentes.

O aeroporto de Sanaa permanece fechado para voos comerciais, devido ao bloqueio aéreo imposto pela coalizão dirigida pela Arábia Saudita, que apoia o governo iemenita desde 2015 contra rebeldes huthis xiitas.

Uma equipe médica saudita disse que estava preparada para cuidar dos bebês de duas semanas, mas não houve mais informações sobre a proposta.

Na quarta-feira, Fayçal Al Babili, chefe do serviço de pediatria do Hospital Al Thawra, em Sanaa, lançou um apelo para organizar uma evacuação para outros países “o mais rápido possível”.

O médico explicou que o sistema de saúde do Iêmen está destruído por causa da guerra e que era impossível operar os siameses para separá-los.

Os huthis acusaram a coalizão de ser responsável pela morte dos siameses por “sua recusa em abrir o aeroporto de Sanaa”, disse um comunicado divulgado pela mídia rebelde.