Comportamento

Morre Michèle Léridon, ex-diretora da Informação da AFP

Morre Michèle Léridon, ex-diretora da Informação da AFP

Michèle Léridon, diretora da Informação da AFP - AFP/Arquivos


A jornalista francesa Michèle Léridon, primeira mulher a ser nomeada Diretora da Informação da Agence France-Presse (AFP) e até então membro do Conselho Superior do Audiovisual (CSA), faleceu na segunda-feira (3), aos 62 anos – anunciou o CSA nesta terça.

“Mulher de convicções, Michèle Léridon foi uma grande jornalista unanimamente reconhecida”, em particular por sua “abundante experiência e seu grande rigor intelectual”, destacou o CSA em um comunicado, recordando “seu compromisso em favor da liberdade de expressão e da liberdade de informação”, que guiou sua trajetória.

Michèle Leridon começou a trabalhar na AFP em 1981 e, por quase 40 anos, passou por diferentes serviços e exerceu várias responsabilidades: desde a cobertura dos conflitos na Libéria e em Serra Leoa na década de 1990 até importantes cargos de direção.

“Michèle me ensinou muito na minha chegada à AFP, quando era diretora da Informação. Ela encarnava, para mim, os valores humanos que eu gosto na Agência: empatia, curiosidade por tudo, retidão, julgamentos ponderados e senso de humor. Era uma pessoa formidável, apaixonada pela vida”, disse o presidente da Agence France-Presse, Fabrice Fries.

Em 2014, depois de ter sido diretora da Redação e de ter sido chefe do escritório de Roma da AFP, entre outros, foi nomeada diretora da Informação, o cargo editorial mais importante da agência. Foi a primeira mulher a ocupá-lo.


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“Estamos todos abalados e arrasados com o súbito falecimento de Michèle. Ela era, não apenas uma jornalista extraordinária, mas também uma corajosa editora-chefe da AFP, muito admirada por sua honestidade e integridade”, lembrou Phil Chetwynd, que a sucedeu no cargo de diretora da Informação em 2019.

Michèle Leridon contribuiu para integrar o serviço de vídeo às redações da agência, comprometeu-se com a luta contra a desinformação e foi pioneira na batalha por uma maior representatividade, qualitativa e quantitativa, das mulheres no jornalismo.

No início de 2019, foi trabalhar no CSA, organismo francês constituído por especialistas, onde se encarregou da “deontologia dos programas e do pluralismo político”. Nele, também trabalhou para ampliar a presença da instituição em diversas plataformas e nas redes sociais.

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