O Frei Sérgio Antônio Görgen morreu, aos 70 anos, nesta terça-feira, 3, em sua casa no Assentamento Conquista da Fronteira, em Hulha Negra, região da Campanha do Rio Grande do Sul.
Militante de organizações de luta pela reforma agrária, o religioso foi um dos fundadores do MST (Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra) e chegou a ser eleito deputado estadual pelo PT entre 2002 e 2006. Além disso, foi dirigente do MPA (Movimento dos Pequenos Agricultores).
O velório está marcado para esta terça no assentamento. Às 19h, uma missa será celebrada pelo Bispo Dom Frei Cleonir Dal Bosco no Salão Paroquial na cidade de Candiota.
Nesta quarta-feira, 4, serão realizadas as despedidas no Convento São Boaventura, no distrito de Daltro Filho, em Imigrante (RS). O sepultamento ocorrerá às 16h no cemitério dos freis, no próprio convento.
‘Grande amigo’
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) lamentou a morte do Frei Sérgio Antônio, a quem chamou de “grande amigo”. O petista afirmou que se lembra das “sábias palavras” que recebeu do religioso durante as visitas no período em que Lula esteve preso na Superintendência da Polícia Federal, em Curitiba (PR).
De acordo com o presidente, Görgen teve uma história de vida exemplar. “De luta e de sacrifícios pessoais – incluindo greves de fome – para garantir os direitos daqueles que vivem da agricultura familiar”, destacou.
Filiado desde 2000, o frei foi homenageado com uma nota pública pelo Partido dos Trabalhadores. “Foi uma liderança incansável no combate à fome e na construção da defesa da agricultura camponesa como modo de vida e resistência. Sua trajetória foi marcada pela fé e a coragem em torno do compromisso inabalável por um Brasil mais justo.”
A solidariedade ultrapassou as fronteiras gaúchas, chegando à Alece (Assembleia Legislativa do Estado do Ceará), que também prestou homenagem ao frei com um minuto de silêncio durante sessão plenária.
O MPA disse que a memória de Görgen seja “luz e força para as mãos que cultivam a terra. Frei Sérgio não morre; ele se encanta na luta. Ele segue vivo na Mística do nosso Movimento e no pulsar de cada coração que resiste. Frei Sérgio vive na luta do povo!”.