Morre antropólogo Malek Chebel, defensor de um ‘Islã das Luzes’

Morre antropólogo Malek Chebel, defensor de um 'Islã das Luzes'

O antropólogo das religiões e psicanalista argelino Malek Chebel, defensor de um “Islã das Luzes”, faleceu neste sábado pela manhã (12), aos 63 anos, vítima de um câncer – anunciou sua família.

Ele será enterrado na Argélia, provavelmente após uma cerimônia na região parisiense na segunda-feira (14), disse seu filho Mikaïl Chebel à AFP.

Nascido na Argélia, em 1953, Malek Chebel, especialista em Islã, escreveu várias obras e deu conferências em universidades de diferentes países – sobretudo, França e Estados Unidos.

Entre seus livros, “L’islam pour les nuls” (Islã para leigos, em tradução livre) e “Le Coran pour les nuls” (Corão para leigos) foram muito procurados na França depois dos atentados de janeiro de 2015 em Paris.

Ele também traduziu o Corão em francês e publicou, entre outros, “Mohammed, prophète de l’islam” (Maomé, profeta do Islã), “L’islam et la raison” (O Islã e a Razão), “L’Erotisme arabe” (O erotismo árabe) e “L’islam en 100 questions” (O Islã em 100 questões).

Em 2008, Malek Chebel foi condecorado cavaleiro da Legião de Honra pelo então presidente francês, Nicolas Sarkozy.

“Graças a você, a França descobriu, ou redescobriu, um Islã que conhecia e que ama a vida, o desejo, o amor, a sexualidade”, disse Sarkozy na época.