Moro não tem traquejo para o populismo, por isso é uma idiotice tentar

Crédito: Reprodução/YouTube

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Se Moro, Lula e Bolsonaro fossem desconhecidos e se candidatassem a uma vaga de, como dizem por aí, síndico de prédio, o ‘marreco’ levaria fácil, fácil os votos de praticamente todos os moradores presentes à assembleia.

Aliás, na mesma hipótese, se concorressem ao mais simples dos empregos, Moro derrotaria os dois concorrentes, já na fase inicial de qualquer processo de seleção, quando fossem preencher as próprias fichas – tarefa hercúlea para iletrados.

Lula e Bolsonaro são, respectivamente, quadrilheiro e rachador. Já Moro é ilibado. Concomitantemente, os pais do Ronaldinho dos Negócios e dos Rachadinhos são ignorantes, grosseiros e grotescos, além de autocratas crassos.

Repito: fossem todos desconhecidos, e Moro os venceria para qualquer vaga, em qualquer emprego, aqui ou em qualquer lugar desse mundo. Ninguém trocaria um sujeito formado, bilíngue e com experiência profissional, por semi-analfabetos que nunca trabalharam na vida.

DISCURSO

Porém, o ‘marreco’ paranaense precisará calibrar melhor o tom de seus próximos discursos. O de estreia foi muito bom, mas pecou sobremaneira no tom populista, messiânico e, sim!, mentiroso, muito além do crível. Leiam o que segue.

‘Após um ano morando fora, resolvi voltar. Não podia ficar quieto, sem falar o que penso, sem pelo menos tentar mais uma vez, com você, ajudar o país’. Moro, meu caro, ‘com você’ quem, cara pálida? Sua rejeição só não é maior que a do devoto da cloroquina. Por enquanto, não existe ‘você’, entendeu? Adiante.

‘Então resolvi fazer do jeito que me restava: entrando para a política, corrigindo de dentro pra fora. A gota d’água foi encontrar um estudante brasileiro que perguntou: ‘Moro, é verdade que você abandonou o Brasil?’. Alguém acredita? Sigamos.

‘Aquilo foi como um tiro no meu coração. Eu não poderia e nunca vou abandonar o Brasil. Se necessário, eu lutaria sozinho pelo Brasil e pela Justiça. Seria o Davi contra Golias’. Ah, na boa, vá te catar, né? Eu gosto muito de você, Sergio Moro, mas justamente por não ser isso aí que está tentando ser, pô.

CANDIDATO

De populistas, messiânicos, cínicos e mentirosos meu saco já está pra lá de cheio, e – creio eu! – também o saco de todo mundo que não caminha sobre quatro patas e não se alimenta de alfafa, como os petralhas e os bolsoloides.

Ora, você tem um baita de um currículo, meu chapa! Sua formação acadêmica é sólida, possui uma carreira de sucesso e exemplar, tem experiência internacional e jamais foi acusado por qualquer tipo de crime. Ou seja, não precisa ‘se vender’ como alguém que, definitivamente, não é nem nunca foi.

É claro que política se faz também vendendo ilusões. Aliás, o líder da quadrilha do petrolão e o patriarca do clã das rachadinhas são mais do que mestres. Porém, o são justamente por não terem nada de real, de concreto, de positivo para mostrar.

Um candidato alternativo a ladrões, negacionistas, autocratas, populistas, cínicos, mentirosos, quadrilheiros e rachadores não pode equivaler aos que já temos, pois irá perder feio, e, no caso do ‘marreco’, perderá pela absoluta falta de traquejo. Ou seja: menos, Moro… bem menos!


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Sobre o autor

Ricardo Kertzman é blogueiro, colunista e contestador por natureza. Reza a lenda que, ao nascer, antes mesmo de chorar, reclamou do hospital, brigou com o obstetra e discutiu com a mãe. Seu temperamento impulsivo só não é maior que seu imenso bom coração.


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