Moraes nega visita de Milei a Bolsonaro em prisão domiciliar

Ministro do STF considerou pedido prejudicado após suspender visitas ao ex-presidente; restrição vale até o fim das eleições para contatos com fins político-eleitorais

Ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes
Ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), negou nesta sexta-feira o pedido do presidente da Argentina, Javier Milei, para visitar o ex-presidente Jair Bolsonaro. Bolsonaro cumpre prisão domiciliar e está com restrição de visitas por 30 dias após um suposto descumprimento de medidas cautelares.

O que aconteceu

  • A visita de Milei ao ex-presidente Jair Bolsonaro foi negada pelo ministro Alexandre de Moraes do STF.
  • A decisão ocorre após Moraes impor 30 dias de proibição de visitas a Bolsonaro por descumprimento de medidas cautelares.
  • Bolsonaro está proibido de usar redes sociais e foi condenado a 27 anos por tentativa de golpe de Estado.

Na decisão, Moraes afirmou que o pedido ficou prejudicado, uma vez que as visitas ao ex-presidente estão suspensas, com exceção de profissionais de saúde e advogados. O presidente argentino pretendia realizar o encontro no próximo sábado, 25, acompanhado de três integrantes de seu governo.

A proibição foi imposta na véspera da solicitação de Milei, depois que o ministro identificou o descumprimento de medida cautelar por parte de Bolsonaro. O ex-presidente está proibido de usar redes sociais, inclusive por intermédio de terceiros. A avaliação de Moraes é que a carta lida pelo senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) em vídeo na internet comprova a tentativa de driblar a restrição.

Motivação da proibição e descumprimento de cautelares

Com a medida, as visitas com finalidade político-eleitoral ficam vetadas até o fim das eleições de 2026. Para Flávio Bolsonaro, pré-candidato do PL, o prazo de afastamento do pai é de 90 dias. As visitas gerais seguem bloqueadas por 30 dias.

A defesa do ex-presidente argumentou que a restrição tinha caráter transitório e que o fundamento médico já estaria superado. Moraes, no entanto, manteve o entendimento anterior e indeferiu o pedido de flexibilização das cautelares.

Por que Bolsonaro está com visitas restritas?

Jair Bolsonaro foi condenado a 27 anos e três meses de prisão por tentativa de golpe de Estado e outros crimes contra o Estado Democrático de Direito. A prisão domiciliar foi prorrogada no início de julho, com a manutenção das cautelares impostas pela Justiça.