Moraes autoriza visita de Valdemar, deputados e senadores a Bolsonaro após condenação

Essa será a primeira sequência de visitas ao ex-presidente desde a condenação por tentativa de golpe de Estado na última semana; Tarcísio de Freitas também foi autorizado a ver Bolsonaro

Bolsonaro
O ex-presidente Jair Bolsonaro Foto: Sérgio Lima/AFP

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), liberou as visitas do presidente do PL, Valdemar Costa Neto, deputados e senadores ao ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), preso em regime domiciliar desde o começo de agosto. Essas serão as primeiras visitas ao ex-presidente desde a condenação por tentativa de golpe de Estado na semana passada.

Os pedidos de visitas foram feitos pela defesa do ex-presidente no começo da tarde desta segunda-feira, 15. Mais cedo, Moraes atendeu a um pedido do governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos) para visitar Bolsonaro nesta terça-feira, 16. O pedido partiu do próprio governador paulista, que planejava ir à Brasília nesta segunda, mas recuou em cima da hora.

Além de Tarcísio e Valdemar, Moraes autorizou o senador Rogério Marinho (PL-RN) e o líder do PL na Câmara dos Deputados, Sóstenes Cavalcante (RJ), a verem o ex-presidente. O deputado federal Rodrigo Valadares (União Brasil-SE), o senador Wilder Morais (PL-GO) e o ex-ministro de Minas e Energia Adolfo Sachsida também foram autorizados a visitá-lo. As datas ainda devem ser definidas.

Veja as datas de visitas a Bolsonaro autorizadas por Moraes

  • Tarcísio de Freitas – Terça-feira, 16, entre 9h e 18h.
  • Adolfo Sachsida – Sexta-feira, 19, entre 9h e 18h
  • Rodrigo Valadares – Segunda-feira, 22, entre 9h e 18h
  • Rogério Marinho – Terça-feira, 23, entre 9h e 18h
  • Sóstenes Cavalcante – Quarta-feira, 24, entre 9h e 18h
  • Valdemar Costa Neto – Quinta-feira, 25, entre 9h e 18h
  • Wilder Morais – Sexta-feira, 26, entre 9h e 18h

Bolsonaro foi condenado a 27 anos e três meses de prisão por liderar a cúpula aliada responsável pelo planejamento de golpe de Estado após a derrota nas eleições de 2022 para o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). O placar foi 4 a 1 à favor da condenação — o ministro Luiz Fux foi o único que votou contra a condenação do ex-presidente. Além de Bolsonaro, sete aliados foram considerados culpados pela participação na conspiração.